A medida ocorre na 4ª Vara Federal de Santos, onde tramita a ação de produção antecipada de provas movida pelo advogado Antônio Campos (irmão do político) e pela ex-ministra do TCU Ana Arraes (mãe de Eduardo Campos). O objetivo é investigar possíveis irregularidades ou causas não identificadas nos relatórios oficiais do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e da Polícia Federal, que deixaram dúvidas sobre o episódio.
O juiz nomeou o perito Silvio Venturini Neto, determinando que ele seja intimado imediatamente para entregar, em até 15 dias, a estimativa de honorários e o cronograma detalhado do trabalho, incluindo a metodologia que será adotada nos exames técnicos.
O processo ganhou impulso após o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) autorizar a produção de provas judiciais em acidentes aéreos, rejeitando a tese da União de que apenas o Cenipa e a PF teriam competência exclusiva para conclusões definitivas.
Um parecer preliminar do assistente técnico dos autores, comandante Carlos Camacho, destacou indícios de defeito no profundor do compensador, peça essencial para o controle de pitch da aeronave (direcionamento para cima ou para baixo), que poderia ter sido causado por falha de fabricação ou manutenção. A holding Textron, dona da fabricante do jato Citation, já foi notificada no processo, embora a intimação tenha demorado cerca de um ano.
A perícia representa uma nova etapa para tentar esclarecer o que levou à queda do avião que partia do Rio de Janeiro rumo a Santos, levando Eduardo Campos e mais seis pessoas a bordo. Até o momento, não há conclusões finais divulgadas, e o foco permanece na realização dos exames periciais para subsidiar eventuais novas decisões judiciais.
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