Imagens recentes mostram soldados alemães desembarcando no aeroporto da capital da Groenlândia, Nuuk, como parte de uma missão de reconhecimento integrada a uma operação militar conjunta liderada pela Dinamarca. Essa chegada faz parte de um esforço coletivo de vários países europeus para fortalecer a segurança na ilha ártica, em resposta às reivindicações persistentes do presidente norte-americano Donald Trump sobre o território, que é uma região semiautônoma da Dinamarca.
A operação, batizada de Arctic Endurance, envolve contingentes simbólicos de nações como França, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia, Países Baixos e Reino Unido, com o objetivo de realizar exercícios militares e demonstrar prontidão para defender a ilha. A Alemanha enviou uma equipe de 13 militares especializados em reconhecimento, que chegou na quinta-feira, enquanto a França já posicionou cerca de 15 soldados de infantaria de montanha em Nuuk, com planos de reforço por meio de ativos terrestres, aéreos e navais. Outros países contribuem com números menores: Noruega e Finlândia com dois cada, Suécia com três, Países Baixos com um ou dois, e Reino Unido com um.
O presidente francês Emmanuel Macron destacou que os primeiros elementos militares franceses já estavam a caminho, com mais a seguir, enfatizando a capacidade de rápida implantação de tropas da União Europeia se necessário. A Dinamarca, que mantém cerca de 150 militares e civis no Comando Ártico Conjunto na ilha, planeja uma presença maior e mais permanente ao longo de 2026, crucial para a segurança da Otan. Essa mobilização ocorre em paralelo a negociações estagnadas entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos, que revelam "desacordos fundamentais" sobre o futuro da ilha.
O contexto remete às ambições de Trump, que tem pressionado pela anexação ou compra da Groenlândia, citando interesses estratégicos no Ártico. A operação não está diretamente ligada à estrutura de comando da Otan, mas serve como uma mensagem clara de solidariedade europeia, com foco não apenas em exercícios, mas também na proteção de infraestrutura crítica e no apoio a despliegues aéreos e navais.
Até o momento, a missão tem contornos incertos, sem data de início ou fim oficial anunciada, e visa contrabalançar as ameaças de anexação escaladas pelos EUA. Reações internacionais variam, com alguns vendo a ação como um gesto simbólico para afirmar a soberania dinamarquesa, enquanto outros questionam sua efetividade diante das pressões americanas. A chegada dos soldados alemães, capturada em fotos, simboliza o compromisso europeu com a estabilidade no Ártico, região de crescente importância geopolítica devido a recursos naturais e rotas marítimas emergentes.
A Dinamarca não divulgou números totais de tropas envolvidas, mas espera rotacionar forças aliadas nos próximos meses para manter uma presença contínua.
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