Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando “muito de perto” as eleições brasileiras e que o pleito é “muito importante”. Falou a repórteres na Casa Branca: “O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas.” Não declarou apoio a nenhum candidato, diferente do que fez na Colômbia, quando endossou Abelardo de la Espriella.
Na semana passada, congressistas americanos escreveram a Marco Rubio acusando o governo Trump de tentar interferir no pleito brasileiro. Nesta semana, senadores voltaram a cobrar, também por carta, a garantia de que Washington aceitará o resultado. O novo texto fala em “preocupação com ações do governo que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil” e diz que, no segundo mandato de Trump, autoridades dos EUA teriam se envolvido em uma campanha de interferência e desestabilização.
Como indícios, citam a nomeação de Darren Beattie, crítico do governo Lula, como assessor sênior para o Brasil no Departamento de Estado, e tarifas extras após investigação que, segundo relatos, teria sido aberta por determinação de Trump.
Em agosto, o Departamento de Estado disse ao g1 que respeitará “qualquer governo” eleito em outubro e negou plano para impedir a reeleição de Lula. O New York Times, com fontes de Brasília, relatou que o governo brasileiro montou uma barreira: busca apoio na Europa e na Ásia, monitora lobbies estrangeiros e tenta conter informações falsas sobre fraude eleitoral.
A Reuters afirmou que a Abin alertou a União Europeia, em setembro, de tentativas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia. O aviso teria sido dado a delegações da Alemanha e da França. Um relatório da UE sobre a reunião, a que a agência teve acesso, descreve a suposta ação americana como indo de processos judiciais a interferência “abertamente reconhecida”. O texto não detalha a parte russa.
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