Malévola Alves é presa no Egito após vídeos

Influenciadora trans de São Paulo, com centenas de milhares de seguidores, já enfrentou prisão em festa e acusações de transfobia no Brasil
Por: Brado Redação 21.out.2026 às 10h06 - Atualizado: 21.out.2026 às 10h11
Malévola Alves é presa no Egito após vídeos
Reprodução

Mariana Alves, conhecida nas redes como Malévola Alves, foi detida no Egito junto com uma amiga depois que vídeos gravados em ruas de Alexandria circularam mostrando as duas fazendo gestos de cunho sexual e abordando pessoas de forma considerada inadequada pelas autoridades locais. O Ministério do Interior egípcio informou que as turistas admitiram ter publicado o material para aumentar as visualizações nas plataformas digitais.

A criadora de conteúdo, mulher trans, construiu audiência com vídeos de humor ácido, relatos de rotina, viagens e comentários sobre sua transição de gênero. Ela soma cerca de 815 mil seguidores no Instagram e 221 mil no TikTok, além de se envolver frequentemente em debates públicos com outras figuras da internet.

Antes da detenção no exterior, Malévola já havia chamado a atenção da imprensa brasileira por episódios polêmicos em São Paulo. Em agosto de 2026, ela foi presa em flagrante por desacato e lesão corporal após uma confusão em um camarote de festa. A Secretaria da Segurança Pública confirmou a ocorrência. A influenciadora pagou fiança e foi liberada. Sua defesa alegou que o grupo tinha autorização para permanecer no local, mas foi abordado de forma agressiva por um funcionário, e que Malévola agiu para proteger os amigos. Ela comentou nas redes que a história teria sido distorcida e chegou a dizer que a internet funciona como “telefone sem fio”.

Em março de 2025, durante uma sessão do musical Wicked no Teatro Renault, Malévola denunciou ter sofrido transfobia na fila do caixa. Segundo seu relato, uma mulher questionou sua identidade de gênero, perguntou se era homem ou mulher e passou a tratá-la no masculino. A influenciadora acionou a segurança, o público pediu a retirada da outra pessoa, que saiu sob vaias, e o início do espetáculo atrasou. A atriz Fabi Bang, que interpreta Glinda na montagem, e a produção do musical repudiaram o episódio e qualquer forma de discriminação.

Malévola também entrou em uma troca pública de ofensas com a cantora Jojo Todynho depois de reclamar de um serviço de cabeleireiro cujo valor teria sido superior ao combinado. Jojo defendeu o profissional e se referiu à influenciadora como “mulher que não gesta”. Malévola classificou a fala como um ataque à sua identidade de gênero, acusou a cantora de transfobia e ameaçou processá-la. A discussão se desenrolou em vídeos e publicações com críticas de ambos os lados.



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