A Justiça Federal autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores superiores a R$ 13 milhões para assegurar o possível ressarcimento aos cofres públicos. A medida acompanha o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão deflagrados nesta terça-feira pela Polícia Federal no âmbito da Operação Linha do Tempo.
Os alvos estão distribuídos pela Bahia e pelo Rio Grande do Sul. No estado baiano, quatro diligências ocorreram em Santa Cruz Cabrália, uma em Porto Seguro, cinco em Jaguaquara e uma em Itabuna. O objetivo declarado é desarticular uma associação criminosa acusada de fraudar licitações, praticar corrupção e desviar recursos federais ligados a contratações da prefeitura de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado.
Os contratos sob suspeita foram pagos com verbas federais destinadas a ações emergenciais, à compra de mobiliário e equipamentos escolares e à aquisição de playgrounds para a rede municipal de ensino. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de direcionamento de certames, superfaturamento e uso de empresas apenas para simular concorrência. Também existem apontamentos de pagamentos por itens que não teriam sido entregues por completo e de favorecimento a firmas previamente combinadas.
A investigação começou com análises técnicas da Controladoria-Geral da União, que integra a operação ao lado das polícias Militar e Civil da Bahia. Todo o material recolhido será submetido a perícia e a exame investigativo para identificar outros envolvidos e calcular o prejuízo total causado ao erário.
A força-tarefa afirma que o inquérito segue aberto para esclarecer por completo os fatos. A Operação Linha do Tempo concentra-se, neste momento, em reunir provas sobre a forma como o grupo teria controlado procedimentos licitatórios no extremo sul baiano e desviado recursos voltados para a educação municipal.
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