Lira pauta para esta segunda (12) discussão da PEC do Estouro no plenário da Câmara

Para agilizar tramitação, Arthur Lira (PP) anexou o texto a outra proposta. Manobra pode fazer com que o texto siga direto para discussão no plenário
Por: Brado Jornal 12.dez.2022 às 06h24
Lira pauta para esta segunda (12) discussão da PEC do Estouro no plenário da Câmara
Senador eleito Wellington Dias, presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e vice-presidente eleito Geraldo Alcmin posam para foto com texto da PEC da Transição em Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pautou para esta segunda-feira (12) a discussão da PEC do Estouro no plenário da Casa. A proposta de emenda à Constituição do governo eleito foi “apensada” à PEC 24/2019 para que a tramitação fosse agilizada.


A manobra possibilida que a o texto vá direto ao plenário da Casa, sem passar por comissões.Como consta no sistema da Câmara, a PEC 24 já pode ser discutida na sessão deliberativa extraordinária desta segunda-feira (12).


Apesar da entrada no sistema, a expectativa entre líderes do Congresso é para que o texto seja votado entre terça (13) e quarta-feira (14).Antes, no entanto, é preciso que o presidente da Casa defina um relator para a proposta.


Internamente, disputam a função o líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), e o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Celso Sabino (PA). Nomes do PSD e MDB também são citados como possibilidades.


O escolhido ainda precisa divulgar um parecer sobre o texto, etapa que pode acontecer no Plenário da Casa. Na Câmara, normalmente, uma PEC precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa a constitucionalidade da proposta – e depois por uma Comissão Especial e, só então, pelo plenário.


A PEC do Estouro foi aprovada pelo plenário do Senado na quarta-feira (7). O texto expande o teto de gastos públicos em R$ 145 bilhões por dois anos.Além disso, prevê a abertura de cerca de R$ 23 bilhões para novos gastos fora do teto ainda neste ano, na reta final do governo de Jair Bolsonaro (PL), e que a próxima administração federal envie um projeto sobre nova regra fiscal até 31 de agosto que vem, entre outros pontos.Proposta OriginalA proposta que vai dar tração a PEC do Estouro é de autoria da deputada Luisa Canziani (PSD – PR), relatada por Tabata Amaral (PSB-SP).


O texto, já aprovado no Senado, permite que recursos arrecadados por universidades federais possam ser utilizados de forma integral e fora do teto de gastos. A lista de arrecadação inclui doações e convênios. O atalho foi articulado pelos petistas ainda durante a discussão da PEC do Estouro no Senado Federal, e acordado com a presidência da Câmara. Apesar da tramitação agilizada, parlamentares ouvidos pela reportagem acreditam que a proposta deve ter na Câmara votação mais apertada do que no Senado.



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