Ricardo Lewandowski se reúne com lideranças de direita para tratar sobre investigações de fake news

A audiência no Palácio da Justiça foi realizada por iniciativa dos parlamentares da oposição
Por: Brado Jornal 15.mai.2024 às 15h56
Ricardo Lewandowski se reúne com lideranças de direita para tratar sobre investigações de fake news
Reprodução/X @bolsonarosp

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, se reuniu nesta quarta-feira com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para tratar sobre uma investigação aberta a pedido do governo Lula sobre a disseminação de fake news relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul. Também participaram da audiência a deputada Caroline De Toni (PL-SC), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e Paulo Bilynskyj (PL-SP).

No encontro, o filho do ex-presidente reclamou sobre a atitude do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, de pedir apuração contra deputados federais por supostas notícias falsas. O ofício de Pimenta lista onze postagens em redes sociais referentes às inundações no Rio Grande do Sul. Entre os citados como supostos disseminadores de "fake news", está o próprio Eduardo Bolsonaro.

"Eu mencionei que nunca no governo Bolsonaro um parlamentar foi investigado a pedido de um ministro ou do presidente e que esta situação não caia bem na relação democrática governo-Congresso", afirmou Eduardo na rede social X (ex-Twitter).

A audiência no Palácio da Justiça foi realizada por iniciativa dos parlamentares da oposição. Eles queriam convocar Lewandowski para uma sessão na CCJ, mas se contentaram com a reunião na sede da pasta. Comandada por De Toni, a CCJ aprovou ontem convite para Pimenta se explicar sobre o ofício da Secom.

Eduardo Bolsonaro saiu convencido da reunião que o pedido de investigação partiu de Pimenta e não de Lewandowski. "Reunião foi boa para distensionar e, em que pese discordar da política de segurança pública do MJ, tenho clareza ao distinguir as condutas do Min. Lewandowski da de Paulo Pimenta", acrescentou ele.

Na postagem investigada pela PF, Eduardo Bolsonaro criticou a ajuda do governo federal ao Rio Grande do Sul, dizendo que a administração federal levou quatro dias para enviar reforços à região.

O documento elaborado por Pimenta fala que "essas narrativas" geram "impacto na credibilidade das instituições como o Exército, FAB, PRF e Ministérios, que são cruciais na resposta a emergências". Ele ainda afirmou que a "propagação de falsidades pode diminuir a confiança da população nas capacidades de resposta do Estado".

Sem citar qual punição específica, o ofício pede "providências cabíveis" pelo MJ, "tanto para a apuração dos ilícitos ou eventuais crimes relacionados à disseminação de desinformação e individualização de condutas quanto para reforçar a credibilidade e capacidade operacional das nossas instituições em momentos de crise."



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