Haddad discute com Filipe Barros: "Faz o exame de DNA e vai saber quem deu calote"

O parlamentar afirmou que o Brasil está enfrentando uma “pandemia econômica” e que os números de Haddad são “piores” que os registrados durante a crise sanitária da Covid-19.
Por: Brado Jornal 22.mai.2024 às 19h06
Haddad discute com Filipe Barros:
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, envolveu-se em um acalorado bate-boca com o deputado Filipe Barros (PL-RS) durante uma audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22). A troca de farpas começou após Barros acusar o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de manipular dados sobre as contas públicas. Haddad rebateu afirmando que “não vale a pena trabalhar com fake news”. 

A audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados tinha como objetivo discutir as finanças do país, mas rapidamente se transformou em um confronto verbal. Barros afirmou que o Brasil está enfrentando uma “pandemia econômica” e que os números atuais do Ministério da Fazenda são “piores” que os registrados durante a crise sanitária da Covid-19.

Barros ainda provocou Haddad ao lembrar uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sugeriu que o ministro “lesse menos livros” e interagisse mais com o Congresso Nacional.

Haddad respondeu às críticas dizendo que o deputado estava atribuindo ao governo atual a responsabilidade pelo pagamento de precatórios herdados da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Só tiveram dois presidentes que deram calote: Collor e Bolsonaro. Aí vem o presidente e paga o calote, ‘Ah, olha o déficit que o presidente Lula fez’. Esse déficit, deputado, não é nosso. O filho é teu, tem que assumir a paternidade, faz o exame de DNA que vai saber quem deu calote. Eu não quero polarizar com o senhor, não vim para cá para isso, vim para restabelecer a verdade”, declarou Haddad.

Em uma tentativa de contra-ataque, o deputado Barros reiterou que o Brasil vive uma “pandemia econômica” e que os números atuais do Ministério da Fazenda são “piores” que os da crise da Covid-19. Ele ainda alfinetou: “Ministério Paulo Guedes, não, desculpa, Fernando Haddad. Se fosse Guedes, estávamos melhor”, comparando Haddad ao ex-ministro da Economia Paulo Guedes.



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