Alexandre de Moraes ordena apreensão de celular de Jair Bolsonaro

Decisão do STF visa coibir descumprimento de medidas cautelares
Por: Brado Jornal 05.ago.2025 às 08h22
Alexandre de Moraes ordena apreensão de celular de Jair Bolsonaro
Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de 56 anos, determinou a apreensão do segundo celular pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, em uma operação conduzida pela Polícia Federal (PF) na segunda-feira, 4 de agosto de 2025. A medida foi tomada após o descumprimento de restrições judiciais impostas a Bolsonaro, incluindo sua participação remota em um ato em Copacabana, Rio de Janeiro, no domingo, 3 de agosto.

A operação, que ocorreu na residência de Bolsonaro e durou cerca de 20 minutos, resultou na entrega do aparelho pelo ex-presidente, que assinou o termo de apreensão. Segundo aliados, Bolsonaro não possui outro meio de comunicação. Moraes destacou na decisão que o celular foi usado para contatos com manifestantes durante o evento no Rio, o que configuraria tentativa de coagir o STF e obstruir a Justiça. "Bolsonaro usou o celular para se comunicar com manifestantes em Copacabana, no Rio," afirmou o ministro, citando registros feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que publicou e posteriormente removeu um vídeo do ato.

A restrição ao uso de redes sociais por Bolsonaro faz parte de medidas cautelares determinadas após uma operação da PF em 18 de julho. Além da apreensão do celular, Moraes reforçou a proibição de gravações de imagens e visitas ao ex-presidente, exceto por advogados ou pessoas autorizadas pelo STF. Este é o segundo aparelho confiscado de Bolsonaro, sendo o primeiro recolhido em 3 de maio de 2023, em uma ação relacionada a um inquérito sobre suposta fraude em dados de vacinação do ex-presidente e seus familiares. Na ocasião, Bolsonaro recusou-se a fornecer a senha do dispositivo, que foi retido para investigações.

A decisão de Moraes também aponta que a participação de Bolsonaro no ato de Copacabana demonstra tentativa de ocultar o descumprimento das medidas impostas. A íntegra do documento judicial, com 17 MB, detalha as razões da ordem.


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