Trump Retoma Testes Nucleares nos EUA Após 33 Anos de Pausa

Moscou Ameaça Retaliar com Testes Próprios em Resposta à Decisão Americana
Por: Brado Jornal 30.out.2025 às 10h32
Trump Retoma Testes Nucleares nos EUA Após 33 Anos de Pausa
Ministério da Defesa da Rússia
O presidente Donald Trump determinou, nesta quinta-feira (30), que as Forças Armadas americanas reiniciem de forma imediata os experimentos com armas nucleares, encerrando um período de interrupção que durava 33 anos. A ordem foi dada momentos antes de Trump se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping. De acordo com o líder americano, essa medida visa equiparar os esforços dos Estados Unidos aos “programas de testes de outros países”.

A decisão de Washington provocou uma resposta imediata de Moscou. O governo russo informou que não tem conduzido testes nucleares, mas que adotaria a mesma postura se os EUA prosseguirem com os seus. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que experimentos recentes da Rússia, como o lançamento do míssil de cruzeiro Burevestnik em 21 de outubro e do supertorpedo nuclear Poseidon em 28 de outubro, não se enquadram como testes de armas atômicas.

O presidente Vladimir Putin, responsável pelo maior estoque nuclear global, já havia alertado sobre isso em diversas ocasiões. “Quero relembrar a declaração do presidente Putin, que já foi repetida inúmeras vezes: se alguém violar a moratória, a Rússia agirá de acordo”, reforçou Peskov.

Historicamente, a Rússia na era pós-soviética jamais efetuou um teste nuclear. O último registro da União Soviética data de 1990, seguido pelos EUA em 1992 e pela China em 1996. Apesar disso, Moscou recentemente demonstrou avanços em seu arsenal, como o teste bem-sucedido do míssil balístico nuclear Yars, anunciado pelo Ministério da Defesa russo.

A moratória informal sobre testes nucleares, adotada por potências como EUA, Rússia e China, tem sido um pilar da estabilidade global desde o fim da Guerra Fria. A interrupção americana, iniciada após o Tratado de Proibição Parcial de Testes Nucleares de 1963 e reforçada por acordos bilaterais, agora parece abalada pela retórica de Trump, que citou rivalidades com Moscou e Pequim como justificativa. Analistas alertam que essa escalada pode reacender tensões e complicar negociações internacionais sobre desarmamento.


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