Deputados do PL no Rio de Janeiro são alvos de operação da PF por suspeita de desvio em cotas parlamentares

Buscas cumprem mandados em endereços ligados a Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy
Por: Brado Jornal 19.dez.2025 às 10h48
Deputados do PL no Rio de Janeiro são alvos de operação da PF por suspeita de desvio em cotas parlamentares
(Foto: Montagem/Câmara dos Deputados)
Nesta sexta-feira (19), a Polícia Federal deflagrou a Operação Galho Fraco, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos da cota parlamentar destinada a deputados federais. Os principais alvos são os parlamentares Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ), ambos do Rio de Janeiro.

Agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante as ações, a PF encontrou e apreendeu cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado a Sóstenes Cavalcante, em Brasília.

A investigação aponta que agentes políticos, servidores comissionados e particulares agiram de forma coordenada para desviar verbas por meio de contratos falsos com locadoras de veículos, direcionando os valores para empresas de fachada e promovendo lavagem de dinheiro. Os crimes apurados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Essa fase é um desdobramento da Operação Rent a Car, realizada em dezembro de 2024, que inicialmente focou assessores dos deputados. Na ocasião, a PF pediu inclusão dos parlamentares como alvos, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra, e Dino seguiu o parecer, considerando ausência de indícios suficientes de envolvimento direto ou conhecimento dos deputados.

Novos elementos, como mensagens em celulares apreendidos, depoimentos e análises financeiras, levaram à ampliação da apuração em 2025, resultando nas buscas atuais.

No X (antigo Twitter), Carlos Jordy se manifestou sobre a operação, afirmando ser vítima de uma “perseguição implacável”. Ele destacou que as ações ocorreram no aniversário de sua filha e negou irregularidades, explicando que utiliza a mesma empresa de locação de veículos desde o início do mandato.

Até o momento, Sóstenes Cavalcante não comentou publicamente o caso.


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