O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, natural de Salvador, desponta como um dos principais candidatos para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A indicação ganha força após o pedido de exoneração apresentado pelo atual titular, Ricardo Lewandowski, que deixará o cargo a partir de 9 de janeiro de 2026, motivado por razões pessoais e familiares.
Wellington tem longa trajetória no Direito e já ocupou o posto de ministro da Justiça por breve período — apenas 11 dias — em março de 2016, durante o governo Dilma Rousseff. Na ocasião, a nomeação enfrentou entraves judiciais relacionados à sua posição no Ministério Público da Bahia, o que levou à sua saída rápida.
Atualmente, o jurista atua na área jurídica da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2024. Antes disso, entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, ele comandou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, função estratégica responsável pela elaboração e análise de decretos, portarias e outros atos normativos publicados no Diário Oficial da União.
Sua carreira no serviço público começou em 1991, quando ingressou no Ministério Público do Estado da Bahia. Ele atuou em diversas comarcas, como Itagimirim, Tucano e Feira de Santana. Em 1995, exerceu funções na Promotoria de Justiça de Assistência e também como assessor especial do procurador-geral de Justiça.
Entre 2010 e 2014, Wellington liderou o Ministério Público baiano por dois mandatos consecutivos como procurador-geral de Justiça, sendo escolhido a partir de listas tríplices e com indicações do então governador Jaques Wagner.
A movimentação para colocá-lo à frente da pasta conta com o respaldo de figuras importantes do governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, estaria articulando o nome. Além disso, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o advogado-geral da União Jorge Messias — recentemente indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal — também defendem a escolha de Wellington César Lima e Silva.
Considerado um perfil técnico e de confiança no núcleo próximo ao presidente, o jurista baiano tem sido visto como opção equilibrada em um momento sensível para o governo, especialmente com o ano eleitoral de 2026 se aproximando e debates intensos sobre segurança pública no horizonte.
Sua possível nomeação reforçaria a presença de quadros da Bahia no alto escalão federal e traria experiência consolidada em instituições chave do sistema de justiça brasileiro.
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