O vereador Téo Senna (PSDB), de Salvador, manifestou forte crítica à decisão do governo estadual de alterar o nome do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, unidade de ensino da rede pública localizada na Avenida San Martin.
Para o parlamentar, a medida representa mais um episódio de revanchismo ideológico promovido pelos governos do PT, que buscam apagar figuras políticas não alinhadas ao seu campo.
Senna argumentou que a remoção do nome do ex-deputado federal Luís Eduardo Magalhães, filho do ex-governador ACM e ex-presidente da Câmara dos Deputados, falecido em 1998, não resolve nenhum dos problemas reais enfrentados pela educação na Bahia.
Ele descreveu a ação como “pequena e mesquinha”, incapaz de impactar positivamente a qualidade do ensino ou a vida da população.
O tucano destacou que a mudança ignora a identidade construída pela comunidade escolar ao longo dos anos, desrespeitando alunos, professores, funcionários e moradores do entorno que se acostumaram a referir-se à instituição pelo nome anterior.
Segundo ele, o governo age sem diálogo ou consideração pela memória local e histórica.
Téo Senna lembrou que Luís Eduardo Magalhães é uma personalidade marcante na política brasileira e baiana, com contribuições relevantes para a democracia nacional, independentemente de divergências ideológicas. “Apagar seu nome é um ato de intolerância e revanchismo”, afirmou.
O vereador aproveitou para questionar as prioridades da gestão estadual, apontando que, enquanto se dedica a renomear escolas, a educação baiana continua com desempenho abaixo da média nacional, conforme indicadores como o IDEB. “Os resultados mostram o fracasso da política educacional do estado”, disse, defendendo que o esforço deveria se concentrar em valorizar professores, aprimorar a infraestrutura, investir em recursos pedagógicos e elevar os índices de aprendizagem.
Para Senna, as disputas ideológicas e as “perseguições políticas” desviam o foco das necessidades urgentes do sistema educacional.
A crítica foi feita em pronunciamento recente e repercutiu em veículos locais especializados em política baiana, reforçando o debate sobre homenagens públicas e gestão educacional no estado.
Até o momento, o governo da Bahia não se pronunciou oficialmente sobre as declarações do vereador.
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