A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para solicitar a conversão da prisão preventiva de Jair Bolsonaro em regime domiciliar. O encontro, que ocorreu em Brasília nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026), foi confirmado por fontes próximas à família do ex-presidente.
Michelle Bolsonaro, que tem mantido agenda discreta desde o fim do mandato, buscou o diálogo direto com o relator do processo no STF para argumentar que a prisão preventiva em regime fechado não seria mais necessária. Entre os pontos levantados estariam questões de saúde do ex-presidente, condições carcerárias e a ausência de risco concreto de fuga ou obstrução das investigações.
Gilmar Mendes, que acompanha o inquérito relacionado aos atos de 8 de janeiro e outras apurações envolvendo Bolsonaro, ouviu os argumentos, mas não tomou decisão imediata. O ministro tem sido crítico em relação a excessos no sistema prisional, mas também defende rigor em casos de alta relevância política.
A defesa de Bolsonaro já havia apresentado petições formais pedindo a progressão para domiciliar, alegando que o ex-presidente cumpre requisitos legais para o benefício, como idade avançada e ausência de condenação definitiva. A reunião com Michelle representa uma tentativa adicional de sensibilizar o magistrado, aproveitando o acesso que a ex-primeira-dama ainda possui em círculos jurídicos e políticos.
Até o momento, o STF não se pronunciou oficialmente sobre o encontro ou sobre eventual decisão futura. A prisão preventiva de Bolsonaro, decretada em dezembro de 2025, continua em vigor, e o caso segue sob sigilo parcial. A iniciativa da ex-primeira-dama reflete a estratégia da família de buscar todos os caminhos possíveis para amenizar as condições de detenção do ex-presidente.
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