Viana acusa Motta de recuar ao tratar CPI do Banco Master como “gaveta”

Senador do PL-MG cobra posicionamento firme do Senado e critica silêncio da base aliada ao governo Lula
Por: Brado Redação 18.mai.2026 às 16h49
Viana acusa Motta de recuar ao tratar CPI do Banco Master como “gaveta”
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Carlos Viana (PL-MG) manifestou duras críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), após declaração sobre os pedidos de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master. No domingo (17 de maio de 2026), Viana afirmou que a postura de Motta representa uma rendição antecipada ao dar apenas “tratamento regimental” aos requerimentos.

Para o parlamentar mineiro, a expressão usada pelo presidente da Casa Baixa equivale a arquivar os documentos sem avançar com as investigações. Ele publicou nas redes sociais que Motta “já se entregou” e questionou se o Senado, sob comando de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também adotaria posição semelhante.

“Fica o desafio: Vossa Excelência também irá se curvar, ou vai mostrar que o Senado não se ajoelha?”, escreveu Viana, cobrando do colega uma demonstração de limite contra eventuais excessos ou omissões.

Além de atacar Motta, o senador direcionou críticas à base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou o contraste entre o discurso público do PT, que nas redes sociais defende a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), e a falta de assinaturas concretas nos requerimentos necessários. “E a base governista? Silêncio. O PT, que nas redes clama por CPMI, se esconde na hora de colocar o nome no papel. Coragem de palanque, covardia de plenário”, completou.

A declaração de Hugo Motta sinaliza que os pedidos de CPI na Câmara seguirão a ordem cronológica prevista no regimento interno. Em fevereiro, o deputado paraibano já havia sinalizado que o caso do Banco Master respeitaria a fila de requerimentos existentes, uma vez que a Casa só pode manter até cinco comissões funcionando ao mesmo tempo.

Essa posição reforça a expectativa de que a investigação sobre o Banco Master possa demorar a sair do papel, caso não haja prioridade explícita ou acordo entre os líderes. Viana, ao cobrar Alcolumbre, busca pressionar o Senado a não repetir o que considera uma hesitação da Câmara, mantendo o tema vivo no debate político.

O episódio revela tensões entre os poderes Legislativo e as diferentes alas partidárias em torno da transparência sobre o caso do Banco Master, que ganhou repercussão nacional. Enquanto oposicionistas como Viana defendem apuração imediata, o tratamento regimental pode adiar o início dos trabalhos, gerando atritos internos no Congresso.



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