A senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, passou a sinalizar a aliados e a interlocutores do mercado financeiro que aceita disputar a Presidência da República como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro.
A ex-ministra da Agricultura já havia sido convidada anteriormente, mas recusou a proposta. Agora, alterou o posicionamento e admite a possibilidade. A mudança de postura já foi comunicada a políticos e a representantes do setor econômico.
A definição, contudo, ainda depende do aval do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que conduz as negociações do partido. Na semana passada, ele descartou aliança com Flávio e afirmou que a legenda permaneceria neutra na disputa. Será preciso convencê-lo a mudar de ideia.
No PL, o nome de Tereza Cristina é avaliado como uma forma de ampliar o apoio entre o eleitorado feminino, reforçar a ligação com o agronegócio e facilitar o diálogo com o Congresso Nacional.
A senadora está no meio do mandato e não precisa renunciar ao cargo para concorrer. Em caso de derrota, permanece no Senado.
Outras mulheres também são cotadas para a vaga de vice, entre elas a ex-presidente da Caixa Daniella Marques e a deputada federal Simone Marquetto, do MDB de São Paulo.
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