A lobista Roberta Luchsinger transferiu cerca de R$ 249 mil para cobrir despesas particulares de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os repasses ocorreram ao longo de 2025. Segundo apuração, Marcola enviava códigos de barras de boletos à empresária para que ela efetuasse os pagamentos, método que dificultaria o rastreamento. Parte do montante foi quitada dessa forma. A Polícia Federal também investiga a possibilidade de entrega de valores em espécie.
Na época, Marcola trabalhava na antessala do presidente, no Palácio do Planalto, controlava a agenda de Lula e mantinha contato direto com ministros.
A relação entre a lobista e o ex-assessor motivou a abertura do terceiro inquérito que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, é o relator do caso. A investigação busca esclarecer se Marcola teria usado o cargo para praticar tráfico de influência.
Roberta Luchsinger é amiga próxima de Lulinha e de sua esposa, Renata Abreu Moreira. As duas chegaram a tatuar juntas a frase "melhores amigas para sempre". A empresária também financiou uma viagem de luxo da família de Lulinha à Finlândia, em janeiro de 2025, e paga o aluguel de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, utilizada pelo filho do presidente quando ele estava na capital.
Em nota, Marcola negou qualquer irregularidade e afirmou que os valores se referem a um empréstimo pessoal. Ele disponibilizou seus sigilos bancário e fiscal à Justiça e disse ter contratado um advogado para esclarecer os fatos, reafirmando que sua atuação pública sempre foi pautada pela ética e pela transparência.
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