O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a dianteira em todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. Na disputa direta com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, o petista registra 44% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 39%. Na rodada anterior, a diferença era de 45% a 37%, o que representa uma redução na vantagem de Lula, ainda dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento é o oitavo do instituto neste ano e o primeiro após as convenções partidárias, o novo tarifaço anunciado por Donald Trump, a reconciliação pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro e a autorização do Supremo Tribunal Federal para novas investigações envolvendo Lulinha.
No primeiro turno, Lula segue na liderança com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio com 30%. Na pesquisa de julho, os números eram 40% e 28%, respectivamente. Indecisos somam 10%, enquanto votos em branco, nulo ou abstenção chegam a 8%. A escolha de voto é considerada definitiva por 69% dos entrevistados, alta de quatro pontos em relação ao levantamento anterior.
Flávio apresenta a maior rejeição entre os nomes testados, com 54% dos eleitores afirmando que não votariam nele, um recuo de três pontos. Lula vem em seguida, com 52% de rejeição.
Em outros cenários de segundo turno, Lula supera Ronaldo Caiado por 45% a 37%, Romeu Zema por 46% a 34% e Renan Santos por 45% a 35%. As variações ficam dentro da margem de erro.
O petista perde apoio especialmente entre os independentes, caindo de 40% para 33% nesse grupo. Ele lidera com folga no Nordeste (64% a 25%), entre pretos (61% a 22%), beneficiários do Bolsa Família (62% a 26%), eleitores com Ensino Fundamental (55% a 30%) e quem ganha até dois salários mínimos (54% a 30%). Já Flávio avança no Sul (56% a 29%), entre evangélicos (48% a 33%), pessoas com Ensino Superior (45% a 34%), brancos (46% a 36%) e quem recebe mais de cinco salários (44% a 36%).
A aprovação do governo Lula permanece estável em 48%, contra 47% de desaprovação. A avaliação positiva do trabalho do governo fica em 36%, igual ao percentual negativo, enquanto 26% consideram regular.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-06591/2026.
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