Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinaram nesta quinta-feira (20) que Pablo Marçal, pré-candidato do PRTB à Presidência, fique temporariamente sem acesso aos fundos eleitoral e partidário. A mesma decisão também o proíbe de participar de debates e de veicular propaganda no rádio e na televisão.
A restrição tem natureza cautelar e vale até que a Corte avalie definitivamente o pedido de registro de candidatura apresentado pelo partido no sábado (15). A relatora do caso, ministra Estela Aranha, acolheu o pedido do Ministério Público Eleitoral e foi seguida pelos demais integrantes do plenário.
O Ministério Público Eleitoral questiona a regularidade da filiação de Marçal ao PRTB. Segundo a instituição, em abril — prazo-limite para quem pretende disputar a Presidência — o empresário ainda constava como filiado ao União Brasil. Além desse ponto, o órgão destaca que Marçal permanece inelegível até 2032. A condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha municipal de 2024, em São Paulo, foi confirmada em agosto pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que rejeitou recurso da defesa.
Na avaliação da ministra Estela Aranha, a medida se justifica pelo risco de emprego de recursos públicos e de espaço gratuito de propaganda em favor de uma candidatura que, em análise preliminar, apresenta fortes indícios de inviabilidade jurídica.
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