Em março de 2025, Eduardo Nantes Bolsonaro foi para os Estados Unidos e se declarou autoexilado. A licença na Câmara dos Deputados terminou sem renovação e, no fim daquele ano, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Casa, cassou seu mandato por excesso de faltas. Sem o foro privilegiado, o então deputado deveria retornar ao cargo de escrivão da Polícia Federal para o qual havia sido concursado. No entanto, ele permaneceu fora do país e não reassumiu suas funções.
A ausência injustificada por mais de 30 dias consecutivos configurou, no processo disciplinar, abandono de cargo. Nesta segunda-feira (21), o Diário Oficial da União publicou a sua demissão, encerrando de forma definitiva o vínculo com a corporação.
O ato traz a matrícula 18.307 e cita o artigo 15, caput, além do inciso IX da Lei 15.047/2024. A portaria é assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A corporação já havia concluído o procedimento administrativo, e a publicação apenas formalizou a decisão.
Longe do Brasil, Eduardo segue como réu no Supremo Tribunal Federal. Uma das ações o acusa de ter instigado sanções contra autoridades brasileiras após a condenação de Jair Bolsonaro no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
Há ainda uma apuração sobre recursos enviados por Daniel Vorcaro aos Estados Unidos. A Polícia Federal suspeita que o valor tenha sido direcionado à produção do filme *Dark Horse*. Flávio Bolsonaro, seu irmão mais velho, também é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas devido à quantia milionária solicitada ao banqueiro. O patrocínio do filme teria sido transferido ao fundo Havengate, gerido pelo advogado de Eduardo.
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