Em 1º de setembro, Alexandre de Moraes determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviasse ao Inquérito das Fake News relatórios de inteligência que citassem ministros do Supremo Tribunal Federal. A ordem foi cumprida pela corporação. Com base nesse material, produzido no âmbito das operações Sem Desconto e Compliance Zero, Moraes apontou a existência de “fortes indícios” de crimes atribuídos a André Mendonça na condução do caso Master e do INSS na Corte.
Os possíveis ilícitos indicados foram improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. O processo foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin.
André Mendonça reagiu afirmando que o colega distorceu o teor dos documentos. Segundo o ministro, trata-se de relatórios de inteligência, sem valor probatório, elaborados para subsidiar decisões diante de informações ainda incompletas. O próprio material, de acordo com ele, reúne apenas relatos, impressões e opiniões de policiais.
Na manifestação, Mendonça sustenta que Moraes tratou as peças como se fossem provas. As informações, diz, são “meros relatos unilaterais” de integrantes da PF sobre o trabalho realizado pelos próprios agentes nas operações. O ministro também questiona o caminho pelo qual o material chegou às mãos de Moraes e pede o arquivamento da apuração.
Os relatórios haviam sido produzidos para analisar a atuação de Mendonça à frente das investigações. A defesa apresentada pelo magistrado concentra-se em negar que esses textos possam sustentar a abertura de procedimento por crimes funcionais e em pedir que a questão seja encerrada. A reportagem segue em atualização.
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