Um levantamento eleitoral divulgado nesta segunda-feira mostra o atual governador de São Paulo à frente da disputa pela reeleição com folga suficiente para encerrar a corrida já na primeira votação. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, registra 53% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad, do PT, aparece com 38%. Os demais nomes somam 1%. Votos brancos e nulos alcançam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam responder.
O mesmo estudo traça um cenário hipotético de segundo turno. Nessa hipótese, Tarcísio de Freitas obteria 57% contra 39% de Fernando Haddad. Brancos e nulos cairiam para 3% e apenas 1% declarou não saber.
Antes de tratar das intenções de voto, o instituto também mediu a percepção sobre a gestão estadual. Sessenta e cinco por cento dos ouvidos aprovam o trabalho do governador e 34% o desaprovam. Quando a pergunta é feita de forma mais detalhada, 43% classificam a administração como ótima ou boa, 32% como regular e 24% como ruim ou péssima.
A rejeição também foi investigada. Fernando Haddad lidera esse indicador, com 41% dos eleitores afirmando que não votariam nele. Tarcísio de Freitas aparece em seguida, com 33%. Os demais candidatos registrados no levantamento apresentam índices menores: Policial Edjane (Agir) com 25%, Carlos Machado (PCB) e Izadora Dias (PCO) com 21% cada, Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) com 20% cada. Um por cento disse que poderia votar em todos e outro 1% não soube responder.
O trabalho de campo ocorreu entre os dias 16 e 19 de setembro, com 2 mil eleitores ouvidos em todo o estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral leva o número SP-07495/2026.
Os números colocam o governador em posição confortável tanto na avaliação de governo quanto nas intenções de voto. A distância de 15 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, somada à aprovação de 65%, reforça o quadro de vantagem no primeiro turno. Mesmo no confronto direto com Haddad, a diferença se mantém elevada, em 18 pontos.
A pesquisa também deixa claro que a rejeição ao ex-ministro da Fazenda é o maior obstáculo para uma eventual recuperação do petista. Enquanto Tarcísio de Freitas enfrenta 33% de recusa, Haddad chega a 41%, o que dificulta a transferência de votos em um possível segundo turno.
No conjunto, o levantamento desenha um cenário em que o atual governador concentra a maior parte do eleitorado satisfeito com a gestão e, ao mesmo tempo, consegue manter uma rejeição inferior à do principal adversário. Os demais postulantes permanecem com fatias residuais tanto nas intenções de voto quanto na rejeição, o que concentra a disputa entre os dois nomes mais conhecidos.
A divulgação ocorre em um momento em que o calendário eleitoral ainda não entrou na fase mais intensa de campanha, mas já oferece um retrato atualizado da correlação de forças no maior colégio eleitoral do país. Os dados de aprovação e de intenção de voto caminham na mesma direção, o que tende a reforçar a imagem de favoritismo do governador neste momento da disputa.
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