O partido Missão divulgou nota oficial nesta quinta-feira (24) em que manifesta discordância com a decisão da TV Globo de não convidar Renan Santos para o último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para 1º de outubro.

A legenda afirma que Renan Santos vem aparecendo entre os principais candidatos em levantamentos recentes. Cita pesquisas Atlas/Bloomberg de julho, nas quais o presidenciável ficou em terceiro lugar, com 7,8% das intenções de voto, e rodadas da Palver em setembro que o colocaram novamente em terceiro, desta vez com 11%.
Ainda assim, o candidato do Missão não está entre os quatro convidados pela emissora: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A Globo adotou o critério de representação parlamentar previsto na legislação eleitoral, que assegura a participação de candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares eleitos em 2022.
A nota do Missão destaca que a própria legislação estabelece quem tem direito garantido à participação, mas não impede a emissora de convidar outras candidaturas. O partido questiona a opção editorial de restringir o encontro a quatro nomes e lembra que, em 2022, o debate da Globo contou com sete presidenciáveis: Lula, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Simone Tebet, Soraya Thronicke, Felipe d’Avila e Padre Kelmon.
Na avaliação da legenda, o recorte reduz o espaço para novas forças políticas no principal debate televisivo e dificulta o contato do eleitor com candidaturas que vêm ganhando espaço durante a campanha. A Missão defende transparência na definição dos participantes e afirma que o debate público deve permitir a apresentação de ideias e o confronto de propostas.
A emissora informou às assessorias que, em caso de ausência de algum dos convidados, poderá chamar um substituto. Lula ainda não confirmou presença. Flávio Bolsonaro condiciona sua participação à confirmação do petista.
Em resposta à decisão, Renan Santos anunciou que realizará uma manifestação em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro. O candidato classificou o episódio como um “desconvite” e disse que transformará em protesto o ato que já planejava na cidade.
O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro.
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