PL na Bahia projeta até seis deputados estaduais; quinta vaga parece encaminhada e sexta segue aberta

A sexta vaga, se o quociente partidário permitir, seria disputada principalmente por Cézar Leite, Diego Castro e Tenóbio.
Por: Brado Jornal 24.set.2026 às 16h21 - Atualizado: 24.set.2026 às 16h23
PL na Bahia projeta até seis deputados estaduais; quinta vaga parece encaminhada e sexta segue aberta

A dez dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Partido Liberal trabalha com a expectativa de ampliar a bancada na Assembleia Legislativa da Bahia. A ALBA tem 63 cadeiras. O PL concorre isolado na proporcional, com 61 candidatos a deputado estadual, e aliados da sigla projetam entre cinco e seis eleitos.

As contas de bastidor, circuladas entre dirigentes e campanhas, apontam um bloco de cinco nomes com maior densidade neste momento: Samuel Júnior, Igor Domingues, Jânio Júnior, Paulo Câmara e Cinthya Marabá. A sexta vaga, se o quociente partidário permitir, seria disputada principalmente por Cézar Leite, Diego Castro e Tenóbio.

O resultado final depende do voto de legenda, da distribuição regional e do desempenho da chapa como um todo. Não há pesquisa pública consolidada só para a disputa estadual do PL. O que existe, neste estágio, é leitura interna de campanha.

Samuel Júnior é o nome de maior peso histórico da lista. Deputado estadual desde 2017, reeleito em 2018 e 2022, chegou a quase 99 mil votos na última disputa, quando ainda estava no Republicanos. Evangélico, empresário e atual 1º secretário da Mesa Diretora da ALBA, migrou para o PL na janela partidária de abril. A base evangélica e a capilaridade no interior continuam sendo seus principais ativos.

Igor Domingues — registrado na urna como Igor — é a aposta da prefeitura de Salvador. Ex-secretário particular de Bruno Reis, tem passagem pela ALBA como chefe de gabinete e diretor de planejamento, além de ter dirigido a Fundação Paulo Jackson (TV e Rádio ALBA). É estreante em eleição, mas carrega articulação com ACM Neto, Bruno Reis e João Roma. Nos bastidores, é tratado como um dos nomes com maior potencial de votos na Região Metropolitana.

Jânio Natal Júnior disputa com a máquina política do extremo sul. Filho do prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, construiu campanha a partir de Belmonte, Porto Seguro, Eunápolis, Teixeira de Freitas e municípios vizinhos. A leitura interna é que o sobrenome e a rede de prefeitos e vereadores da região o colocam no grupo de favoritos, embora a entrada de outros “puxadores” no PL tenha apertado o espaço.

Paulo Câmara também é deputado em exercício. Veio do PSDB para o PL na mesma janela de Samuel Júnior. Tem votação menor que a de Samuel, mas mandato, estrutura e reconhecimento de nome. A filiação dos dois foi anunciada por João Roma como reforço da bancada de oposição na ALBA.

Cinthya Marabá  representa o Oeste, especialmente Luís Eduardo Magalhães — único município baiano em que Jair Bolsonaro venceu no segundo turno de 2022. Primeira-dama do prefeito Júnior Marabá (PP) e ex-secretária municipal de Cidadania, teve a candidatura chancelada em Brasília com Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e João Roma. A campanha aposta no agro e no perfil conservador da região.

A briga pela sexta cadeira

Se o PL superar o quociente e abrir a sexta vaga, três nomes aparecem com mais frequência nas conversas internas.

Diego Castro é o único dos três que já é deputado estadual pelo próprio PL. Eleito em 2022, preside a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da ALBA e se apresenta como nome da pauta de segurança e do bolsonarismo orgânico. O mandato ajuda, mas a concorrência interna cresceu com as filiações e as novas apostas regionais.

Cézar Leite, médico e vereador de Salvador pelo PL, tentou o estadual em 2022 e ficou na suplência, com pouco mais de 40 mil votos. Tem base na capital, discurso conservador e trânsito evangélico. A campanha municipal recente e a presença na Câmara de Salvador são o argumento de quem o coloca na briga.

Tenóbio — Gabriel Bandarra Joffily de Souza — é vereador de Lauro de Freitas, reeleito em 2024 como o segundo mais votado da cidade. Construiu notoriedade nas redes com o estilo de fiscalização que ele próprio chama de “caçar sapecas”. Tem inserção na RMS e no eleitorado digital, mas também acumula embates judiciais e desgaste local após o rompimento com a prefeita Débora Régis. É o nome mais volátil dos três.



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