A possibilidade de anulação da votação do segundo turno das eleições de 2026 ganhou força com a avaliação do professor de direito eleitoral da FGV Fernando Neisser. Ele destaca que a decisão do Supremo Tribunal Federal de prorrogar o horário de votação chegou em um momento em que parte das urnas já havia sido encerrada, enquanto outras ainda permaneciam abertas com eleitores em fila.
Uma vez fechada, a urna não admite reabertura, segundo o especialista. Essa circunstância gera desigualdade entre as diferentes seções eleitorais, pois o tempo adicional de votação só se aplica a algumas delas. Neisser observa que o impacto dessa disparidade ainda depende de como o processo será conduzido na totalização dos votos.
Sem dúvida, porém, o quadro abre espaço para pedidos de anulação do segundo turno. Nesse cenário, a votação poderia ser realizada novamente dentro de uma ou duas semanas. A análise reforça o cuidado necessário com a integridade do processo eleitoral diante de alterações de última hora no horário das seções.
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