Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, o senador Flávio Bolsonaro emitiu comunicado na tarde desta quarta-feira dizendo ser o verdadeiro presidente eleito do Brasil e agradecendo o governo norte-americano e o argentino pela acolhida. No documento, Flávio afirma, sem apresentar provas, ter sido vítima de fraude eleitoral no segundo turno. Ele responsabilizou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, pelo resultado que deu vitória a Lula, e que ele considera uma fraude. Zanin prorrogou a votação até as 19h após problemas no transporte. O ministro tomou a decisão após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia.
Os pedidos para a prorrogação foram feitos tanto pelo PT quanto pelo PL. A campanha petista pediu a extensão do horário em todo o país e a bolsonarista solicitou que a votação fosse estendida apenas em municípios de alguns estados. Cerca de uma hora depois de determinar a prorrogação, Zanin esclareceu que a medida se aplicava somente às seções em que a votação não havia sido encerrada. O documento foi enviado pelo empresário Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos e é próximo do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro. O senador chegou aos Estados Unidos na manhã desta quarta depois de deixar o Brasil por meio de uma operação que incluiu passagem pela Argentina. No texto, Flávio chama o governo Lula de regime e afirma ter sido vítima de perseguição por parte do Judiciário. Ele cita a determinação do ministro Alexandre de Moraes para apreensão de seus passaportes, que não foram entregues, e o que chama de perseguição a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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