A decisão do governo americano de cancelar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, reacende os atritos entre os dois países. A medida ocorre após atrasos na concessão do agrément para Daniel Perez, indicado por Washington para ocupar a embaixada em Brasília.
Analistas interpretam a ação como uma forma de pressionar o Itamaraty a acelerar a autorização. O anúncio prévio da indicação americana, feito sem a consulta formal tradicional, gerou desconforto no governo brasileiro e contribuiu para a demora no processo.
O Brasil reagiu negando vistos a dois funcionários do Departamento de Estado que planejavam visitar o país. Autoridades brasileiras classificam a revogação como uma interferência e parte de uma escalada de hostilidades iniciada em 2025, que inclui tarifas comerciais e sanções.
A crise diplomática também envolve a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e as novas tarifas impostas em 2026. Especialistas apontam que a demora na concessão do agrément também reflete preocupações com uma possível influência americana nas eleições presidenciais deste ano.
O governo brasileiro afirma que não há objeções ao perfil do indicado, mas defende o cumprimento dos protocolos diplomáticos. A expectativa é de que a autorização seja concedida após o período eleitoral, evitando a impressão de uma concessão sob pressão.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...