Argentina encerra 2024 com inflação de 117,8%, marcando desaceleração sob governo Milei

País registra queda significativa na inflação em comparação a 2023, reflexo de políticas de austeridade e ajuste fiscal
Por: Brado Jornal 15.jan.2025 às 08h47
Argentina encerra 2024 com inflação de 117,8%, marcando desaceleração sob governo Milei
Reprodução/Instagram @javiermilei

O índice de preços ao consumidor (IPC) na Argentina fechou 2024 com uma taxa de inflação de 117,8% em dezembro, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta terça-feira (14). Esse resultado representa a oitava desaceleração consecutiva da inflação interanual, consolidando um cenário de alívio econômico em relação à crise vivida em 2023, quando a inflação acumulada atingiu 211,4%.

A desaceleração é vista como uma vitória para o presidente Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023 e implementou um rígido programa de austeridade fiscal e ajuste monetário, conhecido como Plano Motoserra.

No último mês de 2024, a inflação apresentou um leve aumento de 2,7% em relação a novembro, acima dos 2,4% registrados entre outubro e novembro. Os preços dos bens subiram 1,9% no período, enquanto os de serviços aumentaram 4,4%, destacando-se como os principais responsáveis pela pressão inflacionária.

Entre os setores, as menores variações foram observadas em vestuário e calçados (+1,6%) e equipamentos domésticos e manutenção (+0,9%), enquanto os serviços continuaram registrando os maiores aumentos na comparação interanual, com alta de 189%, frente a 96,3% dos bens.

A desaceleração inflacionária ocorre após medidas controversas tomadas por Milei, incluindo a desvalorização do peso argentino logo após sua posse e cortes drásticos de gastos públicos. Essas ações, embora inicialmente criticadas por seu impacto imediato, contribuíram para a estabilização de preços e recuperação econômica.

Além da queda na inflação, a Argentina também saiu da recessão no terceiro trimestre de 2024. Segundo o Indec, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,9% entre julho e setembro, em comparação ao trimestre anterior, reforçando o impacto positivo das políticas de ajuste.

Com o encerramento de 2024 em linha com as previsões do Banco Central da Argentina, que antecipava uma inflação anual de 117,8%, o governo Milei encara o próximo ano com a promessa de manter o foco em políticas de desregulamentação e redução do tamanho do Estado. O desafio, no entanto, será equilibrar a austeridade com a recuperação do poder de compra e a redução das desigualdades sociais agravadas pela crise recente.



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