O vereador Claudio Tinoco (União Brasil), de Salvador, manifestou indignação e tristeza após o assassinato do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, ocorrido na noite desta quinta-feira (15 de janeiro de 2026), na Avenida Contorno, próximo à Bahia Marina, em Salvador. Em publicação nas redes sociais, Tinoco destacou que a violência está "mais perto de todos" e que o crime organizado não respeita nem mesmo o momento de descanso dos agentes de segurança.
O capitão Salomão, lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e com passagem pelo Batalhão Gêmeos, foi surpreendido por dois criminosos durante uma tentativa de assalto enquanto estava de folga. Ele reagiu à abordagem, baleando um dos assaltantes, que morreu no local. O segundo criminoso conseguiu fugir e está sendo procurado pelas forças policiais. Salomão foi socorrido e levado para a UPA dos Barris, mas não resistiu aos ferimentos.
Tinoco, que tem acompanhado de perto os índices de criminalidade no estado, usou o episódio para reforçar a necessidade de ações imediatas e estruturantes. "A violência está mais perto de todos. Já deu. Precisamos de medidas urgentes, mais investimentos em inteligência, valorização policial e combate firme ao crime organizado", escreveu o parlamentar.
O vereador criticou a sensação de insegurança crescente na Bahia, apontando que crimes contra policiais em folga demonstram a ousadia das facções criminosas e a falha em proteger quem arrisca a vida diariamente pela sociedade. Ele cobrou do governo estadual maior rigor na repressão ao tráfico, melhoria no armamento e treinamento das forças de segurança, além de políticas de prevenção e inteligência.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia confirmou a morte do PM e informou que equipes da Polícia Civil e Militar já investigam o caso, com análise de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. A hipótese principal é execução motivada por vingança ou reconhecimento da vítima como agente de segurança, embora tenha iniciado como tentativa de assalto.
O assassinato de policiais em folga tem se tornado recorrente na Bahia, gerando comoção na categoria e pressão por respostas efetivas do poder público. Tinoco, que já presidiu a Comissão de Segurança Pública na Câmara Municipal de Salvador, reiterou que "não dá mais para aceitar" a normalização da violência e prometeu cobrar ações concretas nos próximos dias.
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