O iFood vai aplicar R$ 24 bilhões no país até o fim de março de 2027, valor 41% superior ao do ciclo anterior. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16). Mais de R$ 2 bilhões desse total serão destinados à tecnologia e à inovação, incluindo inteligência artificial.
O presidente Diego Barreto afirmou que a companhia vem de um ano forte e da consolidação dos negócios centrais, o que deu confiança para acelerar os aportes. O dinheiro será direcionado a restaurantes, novas categorias — farmácias, supermercados, lojas e pet shops —, tecnologia própria, serviços além do delivery e à fintech iFood Pago.
A meta, segundo Barreto, é consolidar de vez o ecossistema. Nascida no delivery de restaurantes, a empresa estima encerrar este ano com cerca de 40% das receitas e dos resultados vindos de outras frentes. No último ciclo, os mercados cresceram 60%, as farmácias, 70%, e os pet shops, mais de 100%.
Os investimentos em tecnologia incluem agentes de IA e um modelo generativo desenvolvido com a controladora europeia Prosus. A expansão de rivais como 99Food e Keeta, disse o executivo, não preocupa. Mesmo com a concorrência, a capacidade de inovar permitiria à empresa permanecer como primeira opção e focar em construir, e não em disputar.
Com 15 anos no Brasil, o aplicativo registra mais de 180 milhões de pedidos por mês e tem 600 mil entregadores cadastrados.
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