Andrei diz que Moraes mandou a PF produzir relatórios sobre Mendonça

Diretor-geral nega monitoramento ilegal e afirma a Fachin que o material foi enviado no inquérito das Fake News
Por: Brado Redação 11.set.2026 às 16h49
Andrei diz que Moraes mandou a PF produzir relatórios sobre Mendonça
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira, 11 de setembro, que os relatórios de inteligência sobre o ministro André Mendonça foram elaborados por determinação de Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das Fake News. A manifestação foi enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Andrei negou que tenha havido monitoramento ilícito de Mendonça ou do advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo ele, os documentos são análises regulares de cenário, feitas a partir de informações e interações institucionais, e não resultaram de vigilância, coleta clandestina ou medida invasiva.

O chefe da PF sustentou que o material foi encaminhado ao STF “estritamente em cumprimento de ordem judicial”. Disse ainda que a corporação não enviou os papéis de forma espontânea para fora da instituição e que não foi responsável pela divulgação de conteúdo sigiloso. A entrega, afirmou, ocorreu porque Moraes, então relator do inquérito das Fake News, determinou a remessa.

Andrei também rebateu a classificação dos relatórios como apócrifos. De acordo com ele, os textos foram produzidos por setores identificáveis e registrados no sistema da PF. A ausência do nome do servidor, argumentou, serve à proteção dos profissionais de inteligência. O diretor distinguiu atividade de inteligência de investigação criminal: o relatório, disse, “não acusa, não imputa e não é capaz de restringir direitos”.

Os seis informes, elaborados entre 3 e 31 de agosto, foram usados por Moraes na semana passada para pedir apuração contra Mendonça por abuso de autoridade e interferência em investigações. Mendonça reagiu na terça-feira, 8, afastou Andrei e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e classificou o episódio como monitoramento sistemático. No dia seguinte, Flávio Dino determinou o retorno de Andrei ao cargo. Fachin suspendeu as duas ordens e pediu esclarecimentos antes de decidir.

Na manifestação, Andrei conclui que não há base para medidas cautelares contra ele e que agiu no cumprimento de deveres funcionais e de ordens judiciais.



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