BAHIA: taxas de homicídio dispararam com chegada do PT ao governo

Taxa média no período é 51,3% maior que a nacional e chegou a ser o dobro dela. Antes do período petista, taxas estaduais eram menores que as nacionais
Por: Brado Redação 23.out.2024 às 09h44 - Atualizado: 23.out.2024 às 09h50
BAHIA: taxas de homicídio dispararam com chegada do PT ao governo

POR FABRÍCIO REBELLO


Em recente entrevista na qual perguntado sobre os alarmantes indicadores de criminalidade na Bahia, o Governador do Estado deu como justificativa o contexto nacional, afirmando que o problema da violência é generalizado no país, e não só uma mazela baiana. A justificativa, porém, é inverídica. Desde que chegou ao poder no estado, em 2007, o PT viu os indicadores locais crescerem muito acima dos nacionais, chegando, inclusive, a ser o dobro deles.

Jerônimo Rodrigues é o terceiro governador seguido do Partido dos Trabalhadores a ocupar a chefia do Poder Executivo estadual. Antes dele, Rui Costa exerceu dois mandatos (2015-2018 e 2019-2022), sucedendo outros dois de Jaques Wagner (2007-2010 e 2011-2014). Desde 2007, portanto, nenhum outro partido exerce o cargo máximo de gestão na Bahia, ou seja, são 17 (dezessete) anos completados em 2023.

Quando chegou ao Governo, em 2007, Jaques Wagner recebeu o estado com uma taxa de homicídios de 23,57 por cem mil habitantes (2006), abaixo da taxa nacional, de 26,31/100mil. Desde então, os valores começaram a disparar. No primeiro ano do Governo Wagner, o indicador estadual já subiu para 25,77/100mil, aproximando-se do nacional, então em 25,93/100mil. Porém, o que se viu de 2008 em diante foi uma escalada vertiginosa.

Naquele ano, o estado rompeu a barreira de 30 homicídios por cem mil habitantes, chegando a 33,01/100mil, contra 26,43/100mil do indicador nacional. No pior ano da série (2017), quando o Brasil superou a mesma barreira, chegando a 30,7/100mil, a Bahia registrava espantosos 44,79/100mil. Já a maior diferença entre as taxas nacional e local se deu em 2021, quando a brasileira foi de 21,36/100mil, enquanto a baiana foi mais que o dobro, firmando-se em 43,12/100mil. 

Por outro lado, no período em que o PT está no poder na Bahia, a taxa média de homicídios no estado corresponde a 39,14/100mil, quando a nacional é consideravelmente menor: 25,87/100mil. Em percentual, a taxa de assassinatos baiana é 51,3% maior que a nacional. E, caso se utilize como preditor referencial o ano de 2006, último antes da chegada do PT ao governo baiano, tem-se patente que a taxa de homicídios foi, na média, reduzida nacionalmente (26,31/100mil para 25,87/100mil), ao passo que a estadual aumentou expressivamente, de 23,57/100mil para 39,14/100mil, um crescimento de 66,1%.


Diante desses números, a desculpa utilizada pelo Governador baiano se mostra, mais uma vez, esfarrapada. A tragédia da (in)segurança pública no estado não está vinculada à realidade nacional. Nesta, sobretudo graças às fortes reduções a partir de 2018, os números médios do período de 2007 a 2023 são 1,7% melhores do que se registrou no ano de 2006. Na Bahia, são 66,1% piores.

O colapso da segurança pública no estado, assim, não tem correlação com a realidade nacional. Ele parece ter outro fator diretamente determinante: o modelo petista de gestão, que entregou a Bahia à criminalidade, fez do cidadão refém do medo e, agora, não aparenta ter nenhuma solução, sequer a médio prazo, para reverter o cenário instalado. Caótica Bahia.


📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Quem eram os ocupantes do helicóptero que caiu com Rick em Santa Catarina
Aeronave saiu de Porto Belo rumo a São Joaquim; a bordo estavam o cantor, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e a tripulação
Nunes Marques nega votos a favor de Vorcaro
Ministro do STF afirma que não trocou mensagens com o ex-banqueiro e considera irresponsável associar sua atuação a serviços do filho
Destroços de helicóptero com cantor Rick são encontrados; não há sobreviventes
Corpo de Bombeiros confirma cinco corpos cerca de 24 horas após o desaparecimento na Serra de Santa Catarina
Emenda de R$ 2 milhões para hospital particular gera crise política em Juazeiro; vereadora é esposa do dono da unidade
O ponto que mais inflamou a repercussão é o vínculo familiar. Ana Laura é casada com o médico Dalmir Florêncio Pedra, diretor do Hospital São Lucas e ligado ao INGESP, instituto que opera a unidade e já prestou serviços contratados pelo município.
Esquema de fraude em remédios atinge pacientes com câncer no Brasil
Investigação policial aponta envolvimento de empresários, médicos e advogados em compras pagas pelo Estado
PF cumpre 13 mandados contra fraudes na educação
Ação atinge Santa Cruz Cabrália e outras cidades da Bahia, além do Rio Grande do Sul, com bloqueio de mais de R$ 13 milhões
Carregando..