No processo da usina citado nas acusações, Kassio Nunes Marques chegou a constar como impedido por anotação da Secretaria. O registro decorria de decisão que ele havia tomado como vice-presidente do TRF-1. Depois, o ministro entendeu que tecnicamente não havia impedimento, por se tratar de tese ampla, pediu correção à Secretaria e votou. Enquanto esteve no tribunal regional, posicionou-se várias vezes no mesmo sentido. A comemoração registrada em mensagem, segundo a nota, não se referia a uma ação do Master, mas a uma tese aplicável a diversas empresas.
O nome Kassio e a sigla KN apareceram em conversas de Daniel Vorcaro com interlocutores. A assessoria do ministro declara que ele jamais autorizou alguém a falar em seu nome. Também afirma que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nunca lhe pediu nada.
Qualquer tentativa de ligar a atuação do magistrado a serviços prestados pelo filho ou por terceiros é qualificada como irresponsável na nota divulgada nesta segunda-feira. Kassio Nunes Marques, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral, rebate assim as acusações de que manteria relação pessoal e comercial com o ex-banqueiro do Master.
A defesa apresentada pela assessoria concentra-se em separar a atividade jurisdicional do ministro tanto dos contatos atribuídos a Vorcaro quanto de eventuais negócios de familiares ou de outras pessoas. O texto deixa registrado que o voto no caso da usina seguiu linha já adotada em outras ocasiões no TRF-1 e que o resultado comemorado nas mensagens não dizia respeito especificamente ao banco investigado.
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