Oruam é considerado foragido após tornozeleira eletrônica parar de emitir sinal

Funkeiro é filho do traficante Marcinho VP e estava em prisão domiciliar desde novembro de 2025; Justiça determina recaptura imediata e reforça busca pela polícia
Por: Brado Jornal 03.fev.2026 às 20h36
Oruam é considerado foragido após tornozeleira eletrônica parar de emitir sinal
Reprodução/Instagram
O cantor e influenciador Oruam (nome artístico de Oruam dos Santos, 23 anos), filho do líder do Comando Vermelho Marcinho VP, passou a ser tratado como foragido pela Justiça do Rio de Janeiro após o monitoramento por tornozeleira eletrônica ser interrompido.

De acordo com despacho assinado nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026) pela juíza Flávia Fernandes de Melo, da 1ª Vara de Execuções Penais, o dispositivo parou de transmitir sinais em 31 de janeiro de 2026, configurando descumprimento grave das condições da prisão domiciliar concedida em novembro de 2025.

A tornozeleira, instalada como alternativa à prisão preventiva por tráfico de drogas e associação para o tráfico, ficou sem funcionamento por mais de 48 horas consecutivas, o que levou a magistrada a decretar a regressão do regime para prisão em regime fechado e determinar a recaptura imediata.

A decisão destaca que o réu “não cumpriu as obrigações impostas” e que a falha no equipamento, sem justificativa ou comunicação prévia, impede a fiscalização do cumprimento das restrições impostas, entre elas, recolhimento noturno, proibição de frequentar determinados locais e comparecimento periódico em juízo.

Oruam responde a processo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro desde 2024, acusado de integrar organização criminosa ligada ao tráfico no Complexo do Alemão. Ele ganhou notoriedade nas redes sociais e na música funk, onde acumula milhões de seguidores e visualizações, frequentemente associado ao estilo de vida ostentoso e a polêmicas envolvendo sua família.

A Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária foram notificadas para localizar e prender o jovem. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro dele ou sobre eventual recolhimento do equipamento. A defesa de Oruam ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

A tornozeleira eletrônica é ferramenta usada no Rio para monitoramento de presos em regime semiaberto ou domiciliar, mas falhas técnicas e tentativas de burla têm sido recorrentes em casos de alta periculosidade, levando a críticas sobre a efetividade do sistema.


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