Regular redes é “prioridade” para o governo em 2024, diz Capelli

Em entrevista à "CNN Brasil", Ricardo Capelli disse que é “inevitável” a regulação das redes no país
Por: Brado Jornal 27.dez.2023 às 17h53
Regular redes é “prioridade” para o governo em 2024, diz Capelli
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, afirmou nesta quarta-feira (27) que a aprovação do chamado PL das fake news no Congresso é uma das prioridades do governo para 2024. Capelli diz que o Executivo “tem dialogado” a respeito da questão com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e também com o relator da proposta, deputado Orlando Silva (PC do B-SP). 

“Claro que é uma prioridade [para 2024]. É muito importante que esse projeto ande. É um projeto que faz bem à democracia, ao Brasil, à liberdade de expressão”, disse Cappelli em entrevista à CNN Brasil. 

O secretário-executivo da Justiça declarou que é “inevitável” que as plataformas sejam reguladas no país. “Tenho muita confiança, e a gente tem conversado com atores do Congresso Nacional que, em 2024, vamos avançar com essa legislação”, afirmou Cappelli. 

O governo tentou aprovar a proposta no 1º semestre deste ano. Um requerimento de urgência para acelerar a votação foi aprovado em abril. Entretanto, em 2 de maio, data em que iria ser apreciado o texto, Lira aceitou um pedido do relator, Orlando Silva, para adiar a análise do projeto. Segundo apurou o Poder360 à época, o Executivo temia que o “PL das fake news” não tivesse votos suficientes para passar e decidiu por tirá-lo da pauta. 

Nesta 4ª (27.dez), Cappelli citou os ataques em escolas brasileiras nos últimos anos. O secretário-executivo afirmou que as polícias Federal e Civil dos Estados “prenderam mais de 400 pessoas que estavam nas redes planejando ou incentivando crimes contra crianças nas escolas”.

A proposta foi alvo de forte campanha das plataformas digitais contrárias ao projeto de lei e apoiada por congressistas da oposição e integrantes de bancadas religiosas. Quando questionado qual seria a estratégia do Executivo para angariar votos favoráveis ao projeto no ano que vem, Cappelli reforçou a bandeira contra discursos de ódio na internet.

“O que eu coloquei não é argumento, é um fato. Você pode ter qualquer religião, mas não pode ser a favor de incentivos a massacres de crianças em escolas”.

Cappelli chamou as ações das big techs de “agressão ao Estado brasileiro”. Disse ainda que as plataformas “não podem se imiscuir em assuntos internos do país” e “se colocarem acima da soberania do povo”. 

Recentemente, a morte de Jéssica Vitória Canedo, 22 anos, depois de páginas de entretenimento a apontarem como suposto affair do humorista Whindersson Nunes causou debate a respeito da regulação das plataformas. Governistas voltaram a defender a aprovação do PL das fake news para responsabilizar eventuais envolvidos em episódios similares. 



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Produtora de 'Dark Horse' contrata suspeito do PCC em projeto da Prefeitura de SP
Defesa nega qualquer ligação com a facção criminosa; instituto afirma desconhecimento total de antecedentes e prefeitura reforça que mantém contrato apenas com o parceiro principal
Michelle Bolsonaro nega raiva e pede união após atritos com Flávio
Ex-primeira-dama esclarece que não há briga nem competição e reforça necessidade de oposição unida contra o governo Lula
Flávio Bolsonaro reforça convite a Michelle após críticas em vídeo
Senador diz ter “coração aberto” para diálogo e reafirma evento com foco em mulheres, mesmo após exposição pública de atritos
PGR avalia que posse de arma não configura infração disciplinar de Bolsonaro
Procurador-geral Gonet defende análise mais ampla do caso antes de decidir sobre prorrogação ou fim da prisão domiciliar do ex-presidente
Flávio Bolsonaro adiou aproximação com Michelle para evitar indicações políticas
Senador planejava manter distância até a convenção do PL, mas decidiu antecipar contato após alertas de piora na crise familiar
Flávio Bolsonaro responde a vídeo de Michelle e reafirma convite para diálogo com lideranças femininas
Senador nega intenção de ofender ex-primeira-dama, pede desculpas caso tenha ocorrido algum mal-entendido e detalha tentativas de aproximação antes da publicação do vídeo.
Carregando..