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João Roma reafirma pré-candidatura ao governo da Bahia

Ex-ministro tenta se vender como oposição, mas segue como mais um aliado da base esquerdista no estado
Por: Lorran Lima 19.mai.2025 às 13h27 - Atualizado: 19.mai.2025 às 13h32
João Roma reafirma pré-candidatura ao governo da Bahia
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

João Roma reapareceu nesta segunda-feira (20) reafirmando sua pré-candidatura ao governo da Bahia em 2026, como se alguém ainda levasse a sério esse projeto político natimorto. Em entrevista à rádio Antena 1, o presidente do PL Bahia fez críticas genéricas ao PT, mas esqueceu de explicar aos baianos por que mantém, dentro do próprio partido, deputados estaduais alinhados ao governo de Jerônimo Rodrigues.

“Eu já divulguei e tenho trabalhado na confirmação da minha pré-candidatura a governador do estado da Bahia. Já fomos candidatos na última eleição. E eu quero mudanças no estado da Bahia. Mudanças com menos impostos, porque não há como a gente progredir e atrair investimentos com essa base e essa persistência do governo querer cada vez mais colocar imposto”, declarou Roma.

É de conhecimento público que Roma sustenta no PL figuras como Vitinho Azevedo e Raimundinho da JR, ambos deputados estaduais da base fiel do governador petista na Assembleia Legislativa. A incoerência não para por aí: no interior da Bahia, o PL de Roma segue de braços dados com lideranças da esquerda, numa aliança silenciosa que trai qualquer discurso de oposição. Sem falar na própria esposa, Roberta Roma, que chegou a circular durante a campanha eleitoral com santinhos em que aparecia ao lado de Lula, Jerônimo e outros nomes do PT.

Ou seja, Roma tenta vender a ideia de que representa mudança, quando, na prática, faz parte da mesma engrenagem política que hoje afunda a Bahia. Seu discurso de “menos impostos” não convence nem ele mesmo, pois basta observar sua atuação para notar que suas alianças falam mais alto do que suas palavras.

Na mesma entrevista, Roma ainda tentou acenar para ACM Neto, numa tentativa desesperada de se manter relevante. Falou em “convergência” e “maturidade política”. “Então, naturalmente, entre João Roma e ACM Neto há muito mais convergências do que divergências”, disse o ex-ministro.

Roma sabe que não tem força política, não tem grupo e não tem voto. Essa conversa de pré-candidatura soa mais como um grito por sobrevivência do que um projeto sério. No fundo, ele sabe que não será candidato a coisa nenhuma. É só mais um figurante tentando um lugar num palanque que sequer o quer por perto.



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