Em partidos com doutrina e programa, como a Missão, é difícil apontar qual candidato ao Legislativo está mais próximo do presidenciável da legenda, já que todos se apresentam sob o mesmo projeto. Em São Paulo, porém, a resposta salta aos olhos. Há uma exceção chamada Renato Battista, candidato a deputado estadual.
A campanha de Battista reproduz em escala estadual o que Renan Santos fez em escala nacional. Ele percorreu municípios do interior para expor problemas locais, o mesmo roteiro que o presidenciável cumpriu em viagens pelo Brasil.
A estratégia teve custo. Battista passou a responder a processos, virou alvo de ataques de bots nas redes sociais e recebeu ameaças de morte. "O preço do combate à corrupção é alto, mas vale a pena ser pago", disse à reportagem.
Do MBL ao Livro Amarelo
Formado em Relações Internacionais pela ESPM, Battista é pós-graduado em Ciência Política e cursa mestrado em Gestão de Políticas Públicas. Está entre os fundadores do MBL, e a militância do grupo o considera um de seus quadros mais leais. Entre correligionários, tem fama de estar entre os debatedores mais bem preparados da direita brasileira.
Esteve duas vezes em El Salvador, onde foi recebido por ministros do governo de Nayib Bukele. A experiência o credenciou para coordenar as propostas de segurança pública do Livro Amarelo, o caderno programático da Missão.
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