STF responsabiliza big techs por conteúdos, e Meta alerta para riscos à liberdade de expressão

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira (26.jun.2025), por 8 votos a 3, que plataformas digitais como Instagram, Facebook e WhatsApp, pertencentes à Meta, serão responsáveis por conteúdos publicados por usuários que não forem removidos
Por: Brado Jornal 27.jun.2025 às 07h23
STF responsabiliza big techs por conteúdos, e Meta alerta para riscos à liberdade de expressão
Neofeed
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira (26.jun.2025), por 8 votos a 3, que plataformas digitais como Instagram, Facebook e WhatsApp, pertencentes à Meta, serão responsáveis por conteúdos publicados por usuários que não forem removidos. A Meta expressou preocupação com a medida, apontando possíveis prejuízos à liberdade de expressão e à economia digital no Brasil. A decisão também foi analisada por outras empresas, como o Google, que avalia seus impactos.

Em comunicado ao Poder360, a Meta destacou os riscos da mudança: “Estamos preocupados com as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil. Enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil.”

O Google, por sua vez, informou que está examinando a decisão, com foco na ampliação dos casos de remoção por notificação privada: “O julgamento do Artigo 19 foi encerrado hoje pelo Supremo Tribunal Federal com um novo entendimento sobre responsabilidade civil para um grupo grande e diverso de plataformas de internet. Ao longo dos últimos meses, o Google vem manifestando suas preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital. Estamos analisando a tese aprovada, em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos. Continuamos abertos ao diálogo.”

A decisão do STF altera o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O Artigo 19, que exigia ordem judicial para remoção de conteúdos, foi considerado parcialmente inconstitucional e agora será exceção, aplicável apenas a crimes contra a honra. O Artigo 21, que permitia remoção por notificação privada em casos de nudez não autorizada, passa a ser a regra geral para conteúdos ilícitos. Assim, o STF definiu quando as plataformas devem agir por iniciativa própria, quando basta uma notificação privada e quando é necessária ordem judicial para excluir conteúdos.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Anulação do 2º turno possível, diz professor
Fernando Neisser, da FGV, aponta desigualdade entre seções após extensão de horário do STF
Flávio Bolsonaro lidera votação parcial no exterior; Lula vence em países da Ásia e Oceania
Boletins de urna do segundo turno apontam vantagem de Flávio Bolsonaro na soma parcial dos votos divulgados; Lula venceu na Nova Zelândia, na China, na Austrália e na Coreia do Sul.
Vitória do 13
O resultado das urnas confirma a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência da República.
Operação do transporte público no 2º turno motiva ordem de prisão e acionamento do TSE na Bahia
Retenção da frota de ônibus em Salvador leva a decisão judicial contra secretário municipal e pedido de extensão do horário de votação em três municípios baianos
Celina Leão é reeleita governadora do Distrito Federal
Governadora do PP vence Leandro Grass no segundo turno e permanecerá à frente do Governo do DF pelos próximos quatro anos.
Câmara de Salvador gasta quase R$ 17 milhões com tecnologia, mas servidores relatam falhas em sistemas e equipamentos
Despesas de janeiro a agosto de 2026 somam R$ 16,96 milhões; relatos apontam computadores lentos, quedas de rede, programas que travam e problemas nas catracas de acesso ao prédio
Carregando..