R$ 3 milhões: Caixa contrata Eduardo Bueno em acordo sem licitação para obra comemorativa

Em janeiro de 2025, a Caixa Econômica Federal assinou contrato de R$ 3.270.600,00 com Eduardo Bueno
Por: Brado Jornal 16.set.2025 às 15h07
R$ 3 milhões: Caixa contrata Eduardo Bueno em acordo sem licitação para obra comemorativa

O assassinato do ativista de direita Charlie Kirk (1993-2025), atingido por um tiro no pescoço na semana passada, gerou polêmica envolvendo o historiador Eduardo Bueno. Em gravação inicial, o escritor considerou "terrível" a eliminação de um militante por suas crenças, "exceto no caso de Charlie Kirk", aparecendo sorridente e aplaudindo. O conteúdo provocou reações negativas nas plataformas digitais, com críticas vindas até de congressistas.


Em postagem no Instagram no sábado (13.set), Bueno admitiu falhas na declaração, mas acrescentou uma série de condicionantes à retratação. Já no domingo, ele retornou ao tema, reconhecendo erro no estilo ao comentar o óbito de uma "figura detestável e repulsiva". Ele refutou ter exaltado a morte ou o perpetrador, mas manteve que, para ele, o mundo se beneficia sem algumas presenças, como a de Kirk. "Não celebrei o homicídio nem enalteci o autor. Meu ponto, que repito por convicção: certas ausências melhoram o planeta. Na minha visão, ficou melhor sem esse indivíduo. O equívoco foi o timing da fala [...] e a maneira inadequada. Assumo isso por completo", declarou.


Paralelamente, em janeiro de 2025, a Caixa Econômica Federal assinou contrato de R$ 3.270.600,00 com Eduardo Bueno para modernizar duas obras suas em alusão aos 165 anos da entidade, celebrados em 12 de janeiro de 2026. Dispensada a concorrência pública, o serviço engloba edição revista em tributo ao marco, formato eletrônico em dois idiomas e produção de série documental para internet.


Autor de "CAIXA Uma História Brasileira" (2002) e "CAIXA 150 anos de uma História Brasileira" (2010), Bueno terá sua tarefa detalhada em extrato do DOU (Diário Oficial da União) de 23 de janeiro de 2025, prevendo correções e acréscimos que originem novo volume, versão digital bilíngue e conteúdo audiovisual online.


A Caixa explicou em comunicado a ausência de licitação pela "falta de viabilidade competitiva", amparada na Lei 9.610 de direitos autorais, pois só o proprietário intelectual pode modificar o material. A declaração completa da instituição afirma: "O jornalista Eduardo Bueno criou dois títulos sobre o percurso da CAIXA, em 2002 e 2010. Agora, ele atualiza essas criações, com conclusão estimada para 2026. O escopo abrange edição em português e inglês, websérie documental nos 165 anos, unidades impressas e variante digital bilíngue como e-revista. A modalidade de contratação seguiu inexigibilidade licitatória pela lei de direitos autorais, já que a expansão e ajuste cabem ao detentor. O pacto avança conforme as fases planejadas".



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