Em entrevista concedida à Revista Oeste e divulgada nesta quinta-feira (16 de abril de 2026), o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado declarou ter “absoluta certeza” de que a prisão de ministros do STF “vai chegar”, seja ainda nesta legislatura ou nas seguintes. Segundo ele, o desfecho depende unicamente de coragem política por parte dos senadores.
Vieira defendeu que não seria admissível omitir pedidos de indiciamento no relatório final da CPI. Ele classificou como “covardia” a hipótese de deixar de apontar responsabilidades de autoridades do Judiciário e do Ministério Público Federal diante dos fatos apurados.
O senador ressaltou que o Senado lida com os maiores interesses da República e que ameaças ou declarações autoritárias não alteram a realidade dos elementos coletados pela comissão. “Aqui não se trata de criminoso pequeno. Os fatos estão documentados e não podem ser ignorados”, afirmou.
O relatório apresentado por Vieira incluía o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A proposta, porém, foi rejeitada pela maioria dos membros da CPI.
A tensão escalou na quarta-feira (15), quando o ministro Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação contra o senador por suposto abuso de autoridade. O pedido veio após Vieira propor o indiciamento do magistrado em razão de decisão que derrubou requerimento da comissão para quebrar sigilos bancários, fiscais e telemáticos de empresa ligada à família de Dias Toffoli.
Gilmar Mendes criticou duramente a inclusão de seu nome, afirmando que o relator “se esqueceu dos seus colegas milicianos” e decidiu envolver o Supremo por ter concedido um habeas corpus. O ministro lamentou o que considerou uma degradação institucional.
Em resposta, Alessandro Vieira minimizou as declarações de Gilmar Mendes, comparando-as a provocações infantis. Ele reafirmou ter “ficha limpa” e não dever explicações aos citados, mantendo a posição de que o indiciamento era medida necessária e corajosa.
O embate reflete o clima de confronto entre o Legislativo e o Judiciário em torno das investigações da CPI do Crime Organizado. Vieira segue defendendo a transparência e a aplicação da lei a todos, independentemente do cargo ocupado.
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