O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), mas se posicionou contra a apreensão de dinheiro em espécie e de relógios encontrados durante as diligências.
No parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet avaliou que a retenção desses bens seria prematura e desproporcional, argumentando que a simples posse de valores em espécie e de relógios de alto valor, por si só, não configura crime. O procurador também alertou para o risco de provocar um "estrépito social e midiático" desnecessário.
Apesar da manifestação da PGR, o ministro André Mendonça autorizou o pedido da Polícia Federal. Durante a operação, deflagrada em junho, foram apreendidos 13 relógios, além de US$ 55 mil e 33 mil euros em espécie, encontrados em um hotel onde o senador se hospedava em Brasília. A defesa de Jaques Wagner afirma que os valores têm origem lícita e foram devidamente declarados.
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