A Polícia Federal formalizou na semana passada um pedido ao Supremo Tribunal Federal para instaurar mais uma investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento busca a distribuição a um ministro relator e tem como base indícios de que ele teria exercido influência indevida na administração pública federal em benefício de companhias com as quais mantém parcerias.
Antes dessa solicitação, a mesma corporação já havia requerido e obtido autorização do ministro André Mendonça para duas frentes distintas de apuração. Uma delas examina possíveis irregularidades relacionadas ao Ministério da Saúde; a outra, à Dataprev. Em ambos os casos, as hipóteses centrais são tráfico de influência e corrupção. A nova demanda, no entanto, não foi encaminhada ao mesmo magistrado.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que defende Lulinha, reagiu às sucessivas iniciativas dizendo que “estão fazendo uma espécie de ‘melhor de 3’. Uma piada”.
Uma das investigações já autorizadas concentra-se na empresa 3Structure It Ltda, especializada em tecnologia. A companhia mantém contratos vigentes com o governo federal que somam R$ 55.721.051,62 e registrou repasses de cerca de R$ 49 milhões, conforme dados públicos de transparência.
A outra linha de apuração trata da regulamentação de produtos medicinais à base de cannabis e da atuação de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo os elementos reunidos, ele teria custeado passagens de Lulinha para a Europa.
O conjunto de pedidos reflete a estratégia da Polícia Federal de abrir inquéritos autônomos para examinar fatos que, a seu ver, não se confundem com outras apurações em curso.
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