O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a Entre Investimentos, apontada pela Polícia Federal como intermediária de repasses ao filme sobre Jair Bolsonaro, recebeu dinheiro do crime organizado. Segundo ele, o Grupo Entre, administradora do conjunto, recebia no mesmo “bolso” recursos do Banco Master e do crime, usados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e corromper.
A declaração veio depois da terceira fase da Operação Carbono Oculto, que ligou a máfia dos combustíveis ao esquema de precatórios do Master. Entre os alvos das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos. A Entrepay, do mesmo grupo, foi liquidada pelo Banco Central em março por comprometimento econômico-financeiro, irregularidades e risco anormal a credores.
Durigan disse que tudo indica que a liquidez das operações do Dark Horse saiu da mesma entidade. Com dinheiro do PCC, de usina e de distribuidora de combustível do crime no mesmo fundo, fica difícil separar a origem. O trabalho, segundo o ministro, é rastrear o que saiu desse fundo para delações em Brasília e apurações no STF e em São Paulo.
Mineiro fechou delação premiada com a PGR em 8 de agosto, no caso Master. Disse que gerava dinheiro vivo para a equipe de Daniel Vorcaro, entregue em malas e, segundo ele, destinado a propina. Afirmou ter feito sete “subscrições de cotas” no fundo Havengate, nos Estados Unidos, de janeiro a setembro de 2025, no total de US$ 12,333 milhões — cerca de R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025.
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