A Polícia Federal aplicou sigilo de 100 anos aos registros de quem visitou Daniel Vorcaro enquanto ele ficou detido por três meses em uma sala da Superintendência da corporação, em Brasília. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, confirmou a manutenção da restrição. A medida visa preservar dados pessoais relacionados à intimidade e à vida privada do antigo controlador do Banco Master.
A confirmação ocorreu após a coluna da jornalista Malu Gaspar, publicada em O Globo, apresentar recurso com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). O Ministério da Justiça rejeitou o pedido. Segundo a pasta, o acesso a esses dados ultrapassa a mera identificação de atos administrativos, pois revelaria aspectos da vida privada dos envolvidos, como vínculos familiares, afetivos, sociais ou profissionais com a pessoa custodiada.
Vorcaro permaneceu na Superintendência da Polícia Federal em Brasília durante as tentativas de negociar um acordo de colaboração premiada, ocorridas em março deste ano. Após duas tentativas sem sucesso, ele foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. No mesmo local, Jair Bolsonaro cumpria pena em regime fechado.
O interesse pelos nomes dos visitantes surgiu após a circulação de boatos. Havia a informação de que advogados ligados a políticos visitavam Vorcaro com frequência e que isso teria irritado investigadores da Polícia Federal. Mesmo assim, o Ministério da Justiça entendeu que a divulgação da lista de visitantes invadiria a esfera privada dos envolvidos e não atenderia, de forma direta, ao interesse público.
A negativa reforça a proteção às informações pessoais do ex-banqueiro e mantém o sigilo imposto originalmente pela Polícia Federal pelo prazo de 100 anos.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...