Nesta quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou preocupação com o aumento das tensões internacionais que, segundo ele, podem levar a uma intensa corrida armamentista em diversas regiões, especialmente na Europa. As declarações foram feitas em Brasília, na abertura da 39ª Sessão da Conferência Regional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) para a América Latina e o Caribe, sediada no Ministério das Relações Exteriores.
Lula destacou que o continente europeu discute atualmente o reforço de investimentos em defesa, com países buscando adquirir mais armas, drones, aviões de caça avançados e até capacidades nucleares ampliadas, motivados pelo temor de escalada nos conflitos globais.
Em outro trecho de sua fala, o presidente brasileiro criticou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por frequentemente destacar em público o poderio militar americano. “É aceitável que o presidente Trump repita diariamente que possui o maior navio do mundo e o maior exército do mundo? Por que ele não enfatiza que tem a maior capacidade de produção e distribuição de alimentos?”, questionou Lula, sugerindo que tal abordagem seria mais positiva e construtiva.
Sobre a situação em Cuba, Lula afirmou que a fome na ilha não decorre de incapacidade de produção agrícola ou de geração de energia, mas sim de restrições impostas por forças externas que impedem o acesso a bens essenciais. Ele mencionou indiretamente o embargo americano, que inclui o estrangulamento das importações de petróleo, recurso vital para a economia cubana, e atribuiu a dificuldade a uma possível perseguição ideológica.
Para ilustrar, o petista comparou o caso cubano ao do Haiti, que sofre fome em nível similar ou superior, agravada pela dominação de gangues, e defendeu que ambos os países merecem solidariedade e ajuda humanitária, independentemente de diferenças políticas ou ideológicas.
As críticas de Lula ao governo Trump surgem em meio a um contexto de relações tensas entre Brasil e Estados Unidos, com o brasileiro defendendo maior foco em questões alimentares e cooperação internacional em vez de demonstrações de força militar.
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