A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Causa Própria, que tem como um dos alvos Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO). Ele é candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 e foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
A ação teve origem na fiscalização das prestações de contas do partido. Investigadores apontam pagamentos feitos pelo PCO a empresas gráficas, como a Digiartegraphics Gráfica Ltda. e a JCO Gráfica e Editora. Os autos indicam que Pimenta ocuparia posição central na gestão dos recursos públicos da legenda e na escolha das contratações.
Foram identificados repasses de cerca de R$ 900 mil à Digiartegraphics, R$ 555 mil à JCO em 2022 e mais de R$ 365 mil à Dauzaker Edições e Impressões entre 2017 e 2020. Há indícios de incompatibilidade entre a estrutura dessas empresas, os valores recebidos e possíveis vínculos com integrantes do partido, o que levantaria dúvidas sobre a efetiva prestação dos serviços.
A apuração também aponta uso irregular de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, com contratações de pessoas e empresas ligadas à estrutura partidária, incluindo familiares e militantes. Análises do TSE identificaram inconsistências nas contas, como desaprovações e ausência de prestação de contas. Foi solicitado o afastamento cautelar de Pimenta das funções de gestão.
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