PGR se manifesta contra indiciamento de Bolsonaro por associar vacina com a Aids

PGR discordou do entendimento da Polícia Federal, que disse ao STF ter visto crime na declaração dada por Bolsonaro durante live
Por: Brado Jornal 09.set.2022 às 17h31
PGR se manifesta contra indiciamento de Bolsonaro por associar vacina com a Aids
Foto: Reprodução/Instagram

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito do qual ele é alvo por suposta associação da vacina contra a Covid-19 com a Aids.

Em manifestação encaminhada nesta sexta-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal, a PGR discordou do entendimento da Polícia Federal, que disse ao STF ter visto crime na declaração dada por Bolsonaro durante live nas redes sociais.

A PGR ressaltou que, em seu entendimento, o relator do caso deveria ser o ministro Luís Roberto Barroso, por prevenção (ou seja, por ser relator de um caso correlato), e não Alexandre de Moraes.

“O Ministério Público Federal, reiterando o entendimento a respeito da prevenção do Ministro Roberto Barroso, manifesta-se pelo não cabimento do indiciamento de autoridade com foro por prerrogativa de função no Supremo Tribunal Federal e pelo indeferimento do pedido formulado pela autoridade policial por falta de amparo legal conforme demonstrado”, afirmou.

Segundo a PGR, “o indiciamento, em inquéritos sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal, além de não ter nenhuma relevância jurídica, serve exclusivamente a estigmatizar a autoridade detentora de foro por prerrogativa de função, maculando a dignidade do próprio cargo, sem que se a opinio delicti tenha sido formada com oferecimento de denúncia”.

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, que assina o documento, afirmou que “a autoridade policial, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, não possui atribuição e está impedida de indiciar autoridade com prerrogativa de foro, limitando-se, ao término das investigações, a apresentar a peça informativa. Aliás, o dispositivo nem sequer dá espaço ao indiciamento, autorizando o delegado a realizar, exclusivamente, as inquirições e diligências necessárias à elucidação dos fatos, sem emissão de juízo de valor”.

Na semana passada, após Moraes autorizar a prorrogação da investigação, a PGR reiterou um pedido para que o STF analise um recurso contra o inquérito envolvendo o presidente. No recurso, a PGR pediu que o caso ficasse sob responsabilidade do próprio Ministério Público e, em caso contrário, que fosse encaminhado ao ministro Barroso.

Moraes negou esse recurso e mandou a PGR se manifestar sobre a posição explicitada pela Polícia Federal.

Em relatório encaminhado ao STF em agosto, a PF disse ver crime na atuação de Bolsonaro e pediu autorização para colher o depoimento do próprio presidente.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Transporte em Salvador será gratuito no primeiro turno das eleições
Ônibus, BRT, amarelinhos e Elevador Lacerda sem tarifa no domingo (4), das 6h às 20h, com frota de dia útil
Lula deve faltar ao debate da Globo e adiar embate com Flávio Bolsonaro
Aliados veem desgaste em ser alvo de todos os candidatos; Edinho diz que o presidente prefere formato cara a cara no segundo turno
Quaest: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 34%
Levantamento de 24 a 27 de setembro aponta fim do empate técnico no primeiro turno; segundo turno entre os dois fica empatado em 42%
Gilmar quer pausar julgamento de Moraes no Master até mapear ministros
Decano pede sindicâncias, questiona Nunes Marques e critica André Mendonça; sessão está parada por vista de Flávio Dino
Ricardo Salles desiste da disputa ao Senado em São Paulo e declara apoio a Derrite e André do Prado
Anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), a seis dias do primeiro turno, ao lado de Tarcísio de Freitas; deputado do Novo estava atrás nas pesquisas
Da venda da Ebal ao Banco Master, três figuras do poder baiano passam pela mesma história, cada uma em seu compartimento
O conselheiro: Otto Alencar não participou do leilão, mas sua relação com a Ebal vem de antes: presidiu o Conselho de Administração da empresa, cuja atuação também foi examinada pela CPI aberta na Assembleia em 2007
Carregando..