PT usa caso Choquei para defender regulação das redes

Jéssica Vitória Canedo, de 22 anos, cometeu suicídio dias após a divulgação de fake news em páginas de fofoca
Por: Brado Jornal 26.dez.2023 às 08h07
PT usa caso Choquei para defender regulação das redes

Aliados do presidente Lula se manifestaram nas redes sociais sobre a morte de Jéssica Vitória Canedo e defenderam a regulação das plataformas digitais. A jovem de 22 anos cometeu suicídio dias após a divulgação de uma notícia falsa no Choquei e em outros perfis de fofoca.

Em publicação no X, o antigo Twitter, o deputado Zeca Dirceu, líder do PT na Câmara dos Deputados, afirmou que o caso de Jéssica “é mais uma tragédia provocada pelas Fake News e seus propagadores”. 

“Precisamos avançar em 2024 na tramitação do PL 2630 – Fake News, isso deve ser prioridade já no início do ano para o parlamento”, acrescentou ao compartilhar um vídeo de uma propaganda do governo federal contra as fake news.

Também no X, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que a morte de Jéssica “é mais uma tragédia fruto da irresponsabilidade de perfis nas redes sociais que lucram com a misoginia e disseminação de mentiras e, igualmente, da falta de responsabilização das plataformas”.

A ministra disse ser “inadmissível” que o conteúdo propagado por páginas de fofoca “não tenha sido retirado do ar nem pelo dono da página nem pela plataforma X ao longo de quase uma semana, mesmo depois dos apelos da própria Jéssica e de sua mãe”.

Jéssica foi citada na Choquei e em outras páginas de fofoca por suposto caso com o humorista Whindersson Nunes. Os dois negaram ter relações.

Em publicação no Instagram, a jovem chegou a afirmar que estava recebendo mensagens de ódio. Whindersson afirmou desconhecer a jovem: “Isso é um print fake”, escreveu.

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, também usou o caso Choquei para defender o projeto de lei das Fake News. A publicação do ministro foi compartilhada pela deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Como temos mostrado, o partido de Lula defende que o projeto de lei das Fake News seja uma das prioridades do Legislativo para o ano de 2024. A votação da proposta foi adiada diversas vezes neste ano.

Relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB), o projeto estabelece que as big techs sejam responsabilizadas civilmente por publicações indevidas de seus usuários. O texto também diz que quando houver patrocínio de desinformação, ou seja, quando um usuário paga a plataforma para que o conteúdo seja entregue a mais pessoas, a empresa será corresponsável pela publicação.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Vereador do PT é preso em operação contra lavagem de dinheiro do PCC em SP
Senival Moura foi detido na Operação Última Parada; MP investiga uso de empresa de ônibus para movimentar recursos da facção
Michelle Bolsonaro nega raiva e pede união após atritos com Flávio
Ex-primeira-dama esclarece que não há briga nem competição e reforça necessidade de oposição unida contra o governo Lula
Flávio Bolsonaro adiou aproximação com Michelle para evitar indicações políticas
Senador planejava manter distância até a convenção do PL, mas decidiu antecipar contato após alertas de piora na crise familiar
PGR avalia que posse de arma não configura infração disciplinar de Bolsonaro
Procurador-geral Gonet defende análise mais ampla do caso antes de decidir sobre prorrogação ou fim da prisão domiciliar do ex-presidente
PF mira Maranhãozinho em operação sobre desvio de emendas
Deputado do PL-MA é alvo de buscas da Operação Afluente, que apura esquema de corrupção via Codevasf; parlamentar já foi condenado pelo STF no mesmo tipo de caso
Produtora de 'Dark Horse' contrata suspeito do PCC em projeto da Prefeitura de SP
Defesa nega qualquer ligação com a facção criminosa; instituto afirma desconhecimento total de antecedentes e prefeitura reforça que mantém contrato apenas com o parceiro principal
Carregando..