Respaldo militar puxa movimento para STF e Congresso, disse Mauro Cid

Em áudio, Cid disse que os organizadores dos movimentos montados em frente aos quartéis estavam se sentindo seguros para "dar um passo à frente"
Por: Brado Jornal 16.fev.2024 às 15h05 - Atualizado: 16.fev.2024 às 12h06
Respaldo militar puxa movimento para STF e Congresso, disse Mauro Cid
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em áudio enviado a um celular que a Polícia Federal diz ser do general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, o tenente-coronel Mauro Cid (foto), ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou que o respaldo militar aos acampamentos montados em frente aos quartéis puxava o movimento para o Supremo Tribunal Federal e para o Congresso.

Segundo O Globo, em conversa documentada pela Polícia Federal na representação que embasou a Operação Tempus Veritatis, Cid disse, em 11 de novembro de 2022, que os organizadores dos movimentos estavam se sentindo seguros para “dar um passo à frente”.

“Então, com a carta das Forças Armadas, o pessoal elogiou muito”, afirmou Cid, referindo-se a uma carta conjunta dos comandantes das Forças Armadas na qual defendiam a legitimidade das manifestações.

“Eles estão se sentindo seguro [sic] para dar um passo à frente. Então, os organizadores dos movimentos vão canalizar todos os movimentos previstos [inaudível] o dia 15 como ápice, a partir de agora. Tá pro Congresso, STF, Praça dos Três Poderes basicamente”, acrescentou.

“E o que eles entenderam dessa carta? Que, obviamente, os movimentos vão ser convocados de forma pacífica, e eles estão sentindo o respaldo das Forças Armadas, porque agora esses movimentos, e é o que os caras queriam, vão botar o nome deles no circuito para aparecer [sic] lideranças que puxam o movimento para o STF e o Congresso”, completou.


“Alinhamento de condutas”

Para a PF, o áudio de Mauro Cid demonstrou o “alinhamento de condutas” entre as lideranças dos atos de 8 de janeiro e integrantes do governo Bolsonaro, além da participação de militares para respaldar “os movimentos de ataque às instituições”.

“Percebe-se que no dia 11 de novembro de 2022 já havia a intenção de que as manifestações fossem direcionadas fisicamente contra o STF e o Congresso Nacional, fato que efetivamente ocorreu no dia 8 de janeiro de 2023”, afirmaram os investigadores na representação enviada ao Supremo.



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