Defesa de Bolsonaro recorre de decisão que manteve ministros do STF no julgamento

Ex-presidente questiona a imparcialidade de Flávio Dino e Cristiano Zanin, pedindo que o caso seja julgado pelo plenário da Corte
Por: Brado Jornal 11.mar.2025 às 10h17
Defesa de Bolsonaro recorre de decisão que manteve ministros do STF no julgamento
Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu nesta segunda-feira, 10, da decisão que negou os pedidos para declarar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Cristiano Zanin impedidos para julgar a denúncia sobre a suposta trama golpista.

No recurso, os advogados de Bolsonaro pedem que o caso seja julgado pelo plenário da Corte, colegiado formado pelos 11 ministros, entre os quais André Mendonça e Nunes Marques, nomeados para a Corte durante o governo Bolsonaro.

No mês passado, o pedido para afastar Dino e Zanin do julgamento foi rejeitado pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, que entendeu que as situações citadas pela defesa de Bolsonaro não são impedimentos legais contra a atuação dos ministros.

A defesa do ex-presidente alega que Flávio Dino entrou com uma queixa-crime contra Bolsonaro quando ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No caso de Zanin, a defesa de Bolsonaro diz que, antes de chegar à Corte, o ministro foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022.

No mesmo recurso, a defesa de Bolsonaro pede que seja suscitada uma questão de ordem para que o plenário da Corte decida se deve julgar o caso.

As ações de impedimento foram direcionadas a Flávio Dino e Cristiano Zanin porque eles fazem parte da Primeira Turma do Supremo, colegiado que vai julgar a denúncia contra Bolsonaro.

A turma é composta pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados se tornarão réus e passarão a responder a uma ação penal no STF.

A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
TSE valida candidatura de Renan Santos à Presidência após suspensão parcial da campanha
Chapa do Missão com Aroldo Medina entra no rol das 11 prévias já deferidas; ministro Dias Toffoli havia restringido propaganda digital, fundo eleitoral e debates
Justiça suspende terceiro mandato do presidente da Câmara de Iraquara
Ação do MP-BA anula eleição da mesa e afasta o primeiro-secretário; promotor cita entendimento do STF contra recondução consecutiva
Fachin assume inquérito de Eduardo Bolsonaro
Presidência do STF recebe procedimento que apurou articulações nos Estados Unidos e originou condenação por coação no processo.
PF vê coincidência entre gastos de Dark Horse e emendas de Mario Frias
Relatório aponta que R$ 2 milhões enviados ao Instituto Conhecer Brasil podem ter bancado hotel, refeições e a produtora Go Up; Dino autorizou buscas da Operação Make Up
Mário Frias enviou R$ 645 mil à produtora de Dark Horse, diz PF
Transferências em menos de dois meses superam o salário de deputado; investigadores questionam o lastro financeiro e apontam possível conta paralela
Contrato do Master com escritório de Viviane Barci previa consultoria sobre a PF
Documento tornado público cita inquéritos, Banco Central, Receita, Cade e R$ 131 milhões
Carregando..